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agosto 29, 2003
humilde homenagem 5
«E então a Amiga, que não tinha percebido nada do que o Roque tinha dito, respondeu-lhe: Sim, num certo aspecto acho que tens razão...»
(in ops... esta até já dá pistas! posso ver as lâmpadas a acenderem!)
Posted by pTd at 11:59 PM | Comments (3)
humilde homenagem 4
«Camões nunca existiu. Os «Lusíadas» foram escritos por um desconhecido que por acaso também se chamava Camões».
(in à sexta será de vez... estou espantado com os meus leitores, não esperava que o segredo durasse tanto...)
Posted by pTd at 11:05 PM | Comments (3)
humilde homenagem 3
«Um figurante é um actor em sentido figurado»
(in... está quase...)
Posted by pTd at 08:31 PM
Piuin' since 09 july...
Um dos mais geniais autores da blogosfera é o Pintainho, essa é que é essa, tenho dito, parabéns m!
Posted by pTd at 02:56 AM | Comments (3)
agosto 28, 2003
humilde homenagem 2
«O hipocondríaco faz figura de maníaco toda a vida mas vinga-se quando manda escrever na sua própria campa - EU NÃO DIZIA?»
(in... Mistério ainda)
Posted by pTd at 01:27 AM
agosto 27, 2003
«Who controls da packets?»
Não sou o primeiro a achar estranho e a fazer contas de cabeça. Somo dois mais dois mais uma incógnita e não sei o que pensar do resultado.
Dois: na semana passada o Semanário Económico publicou, pela pena de Maria Ana Barroso, uma notícia interessante.
Dois: Nas duas últimas semanas fiquei sem homebanking. Eu e mais umas centenas de milhar de portugueses.
Dois: Na última semana, como se diz na notícia e milhares valentes de portugueses descobriram por si próprios, vários bancos em simultâneo, por pura «coincidência» é claro, mudaram as regras de acesso aos seus sistemas de contacto público -- homebanking, netbanking,
Incógnita: tive um sonho esquisito sobre câmaras em lojas de telemóveis e indivíduos barbudos a pagar em dinheiro, indivíduos tão indetectáveis numa multidão como as anónimas notas com que adquiriram pré-pagos não menos indetectáveis, sobretudo se nem sequer forem utilizados para telefonar aos amigos e família (o que o comum dos mortais faria), mas para uma pequena feature que responde pelo acrónimo GPRS e que serve, adivinharam!, para aceder à Internet e ao homebanking, pois claro.
Dois: na semana passada ouvi uma teoria absolutamente imaculada para justificar o caos que reinava num dos grande bancos portugueses (omito pudoradamente o seu nome). Era a teoria do vírus, o Blaster. Reza a teoria que o Blaster se tinha infiltrado nos milhares de PC usados dentro das faraónicas instalações do banco, deixando empregados de balcão com os dedos a abanar. O caos caíra sobre os informáticos de serviço, coitados, com a maior parte de férias...
Confesso que, levado pelo meu entusiasmo natural, aceitei a teoria enquanto tentava pacientemente explicar à pessoa que não devia ser o Blaster, pois o Blaster não passa para dentro de firewalls bancárias, pobre arremedo de vírus, nem a firewall por defeito do XP consegue mamar e do qual um puto de onze anos sabe defender o seu PC.
A pessoa, insistentemente, reafirmava a teoria do vírus e se não era aquele era outro. Como era a primeira vez que falava com aquela pessoa, só aí à décima repetição (às vezes sou muita burro) é que me começou a cheirar a esturro e cataloguei o episódio na pasta "Pendentes". Se ela nem me conhecia, porque insistia? Aqui há gato -- pensaria qualquer cidadão que não estivesse bêbado. Eu não estava.
Resultado: pois é, hoje um inocente telefonema para marcar um jantar subitamente fez soar campaínhas e lá tive de abrir a pasta...
Como me dizia uma voz ao ouvido há pouco, «tudo é possível...!»
A mesma voz, com ar vago e olhos no infinito, pergunta: «Who controls da packets?»
A resposta a essa é fácil -- mas não nos leva a pista alguma.
A resposta é: actualmente, com a proliferação de hot spots, ou acessos sem fios, praticamente QUALQUER pessoa instruída em TCP/IP e com tomates.
(Os tomates não são um apetrecho tecnológico: é preciso tê-los para assaltar não um banco mas um sistema bancário inteiro.)
Aliás, é espantoso verificar que empresas (ia quase a escrever bancos, mas contive-me porque só conheço pessoalmente casos de ISP, mas sei que há muitíssimos mais, a Avenida da República é, bem, uma avenida) que gastam milhares de contos em firewalls e outras protecções electrónicas metem com a maior calma um hot spot público que custa 200 . e funciona como um by-pass, permitindo o acesso automático e imediato às redes tão zelosamente guardadas.
Dica adicional/pitada de humor/exemplo: Where can I go to book tickets to Bermuda? e não percam a main page! O documento é velhinho, tão velhinho como muita máquina que anda por aí...
PS: para alerta chega? Comentários são particularmente bem-vindos, sobretudo se ajudarem a aperfeiçoar o resultado da infindável equação .
Posted by pTd at 02:33 AM | Comments (6)
Com spam, com afecto / e seu doce predilecto...
Hoje um amigo a quem dou mail na minha máquina perguntou-me se ainda estava com problemas no servidor de mail.
Eu: «Não, pá, isso foi na semana passada.»
Ele (insistindo do outro lado do telefone, pois sabe que eu fico com os olhos no ecran): «Tenho vários amigos que me mandaram correio e não recebo nada.»
Eu (sem levantar os olhos do monitor): «São do Brasil....»
Ele (com uma ponta de espanto): «Sim.»
Eu (sem levantar os olhos do monitor): «Eles não têm um endereço alternativo, sei lá, uma porcaria do Hotmail ou assim? É que bloqueei um troço inteiro da rede do Brasil e não o vou desbloquear tão cedo, na semana passada enfiaram-me uma spam-bomb de 40.000 mails no rabo».
Ele (desistindo): «pronto, vou-lhes dar o meu e-mail da Repartição».
Desligámos.
Temos pena. Mail oriundo do Brasil não entra. É aquela história do justo pelo pecador, temos pena. Um dia, os brasileiros honestos vão perceber o mal que lhes estão a fazer os brasileiros desonestos, e espero que aconteça alguma coisa. Até lá a 200.* está fechada. Citando o Nuno, «comprem um cérebro»! Ou uma conta no Hotmail. Pelo menos conseguirão comunicar com o resto do mundo.
Posted by pTd at 02:13 AM | Comments (5)
agosto 26, 2003
Humilde homenagem 1
«Daí lavo as minhas mãos. Onde está a toalha?»
(in... tcharan... mistério. Trata-se de uma homenagem. A seu tempo revelarei a origem. Ou alguem se lembra?)
Posted by pTd at 11:04 PM
agosto 25, 2003
Ora francamente!
Não entendo o homem. Caramba, um jornalista como ele TEM responsabilidades! Escrever o que abaixo transcrevo e comento é, na minha modesta opinião, próprio de um basbaque, de uma pessoa rebarbada e mal intencionada, e nunca de alguem que assina Luís Delgado e ergueu (não vêm agora ao caso as críticas) um projecto com a dimensão do Diário Digital.
Ora leiam, citado daqui.
«Anda uma grande excitação nos jornais portugueses sobre os «blogs», como se fossem uma novidade em Portugal. O «Diário Digital» disponibilizou esse serviço de weblogs no início de 2002, e sempre foi um sucesso.»
Não sei o que entende Luis Delgado por "sucesso". Empresarial? Duvido. O serviço do Diário Digital é gratuito; não sei o que e passa por lá, mas não acredito que aquilo dê um cêntimo de lucro. Sucesso de popularidade? Não pode ser! Nem um dos blogs ali alojados é conhecido, hiperligado, descobrível na teia. Nunca vi uma única referência ou link a algum dos blogs de lá. Tecnológico? Bah. O sistema editorial do Diário Digital está na pré-história. De fama? ninguém sabe da existência dos blogs do Diário Digital! De pujança? Vejam a lista dos blogs actualizados recentemente, leiam alguns ao acaso e perceberão, como eu, incrédulo, que a maioria não tem actualização desde o ano passado!
Goste ele ou não, saiba ele ou não, o serviço de weblogs e-diario é como se não existisse na blogosfera, ninguém o conhece; tenho a certeza que 90 % dos leitores deste texto vão ler sobre a sua existência pela primeira vez. Nenhuma das peças que li na Imprensa portuguesa sobre a blogosfera mencionava um único endereço ali alojado (escrevo com cuidado: omiti se houve ou não alguma referência ao serviço por não ter a certeza se houve; ma não houve menção a nenhum dos seus blogs. Mais adianto que, conhecedor do serviço, enquanto jornalista de serviço no Expresso nunca o referi por entender que o projecto estava estagnado e portanto não merecia menção; vou pensar em rectificar isso na próxima oportunidade: afinal, Luis Delgado afirma que é um "sucesso").
Mas a verdade é que o e-diario é na prática incógnito.
Em suma: resta-lhe a glória de poder dizer, com toda a justiça, que foi o primeiro a introduzir em Portugal o sistema. Glória vã: não soube o Diário Digital fazer crescer o seu pioneiro serviço e foi preciso esperar um ano para que surgissem alternativas, com projectos dotados de muito menos capacidade técnica e de poder financeiro mas que já comeram por completo o serviço do Diário Digital.
Continuando: «Permite a expressão directa dos leitores, reflexões sem intermediários, e a liberdade total de escrita. Tem um inconveniente para os comentadores «oficiais» e pagos: é que se passam a usar os blogs, deixam de ter interesse e valor. A que título é que os jornais, televisões ou rádios investem em líderes de opinião que opinam gratuitamente? É por isso que os blogs são um extraordinário sucesso popular desde 2001, noutros países, e em Portugal, mas nunca para «opinion makers».»
Tendo em conta os últimos meses e acontecimentos na blogsfera, acho despropositado comentar semelhante disparate. Luis Delgado ou não escreveu isto, ou não pensou no que estava a escrever, ou pensou - o que é mais grave pois deduz-se que teve uma razão para o escrever. E tal razão não pode ter nada a ver com jornalismo.
Das duas, uma: ou Luis Delgado está totalmente fora do contexto blogger (o que merece desculpa, pronto), ou a sua crónica não passa de uma espúria tentativa de parar o inevitável, além de ser uma deselegância atroz para alguns opinion-makers consagrados (um ou dois bem mais consagrados que Delgado himself) da praça mediática que, alegremente, mantém blogs e participam activamente na blogosfera.
Ora francamente, que desilusão!
Posted by pTd at 03:32 AM | Comments (7)
uma lista da umbigoesfera
Eis um serviço público para a umbigosfera: uma lista que fornece uma espécie de índice de popularidade dos blogs, de acordo com a a quantidade de links que possuem noutros blogs. Ou o número de nós na teia, se quisermos.
Os números não são meus: são da Technorati. Fica aqui uma listinha a título experimental. A ver se, quando tiver um pouco de tempo, a converto numa lista permanente e actualizada várias vezes ao dia. Desde já aceito blogs para a lista no meu mail, porque esta primeira escolha foi um tanto aleatória.
Sem surpresa, o campeão do hiperlink é o Abrupto. Com surpresa, o Pipi fica-se pelo modesto quarto lugar, atrás nomeadamente do Gato Fedorento (Ricardo, a qualidade é como o azeite pá, dá-lhe tempo que vem ao de cima!). Com surpresa, o meu próprio blog surge com mais popularidade do que eu pensava - e à frente de alguns dos mais proeminentes membros da umbigosfera.
451 Inbound Blogs, 613 Inbound Links to ABRUPTO
327 Inbound Blogs, 353 Inbound Links to Gato Fedorento
272 Inbound Blogs, 351 Inbound Links to Aviz
270 Inbound Blogs, 322 Inbound Links to O Meu Pipi
225 Inbound Blogs, 273 Inbound Links to BLOG DE ESQUERDA
198 Inbound Blogs, 256 Inbound Links to bomba inteligente
135 Inbound Blogs, 170 Inbound Links to DESEJO CASAR
107 Inbound Blogs, 119 Inbound Links to Socio[B]logue
59 Inbound Blogs, 96 Inbound Links to a formiga de langton
47 Inbound Blogs, 135 Inbound Links to (o vento lá fora) *
41 Inbound Blogs, 46 Inbound Links to Anarca Constipado
29 Inbound Blogs, 41 Inbound Links to ENE COISAS
23 Inbound Blogs, 26 Inbound Links to MacJête
17 Inbound Blogs, 20 Inbound Links to UpGrade
10 Inbound Blogs, 13 Inbound Links to Lua
9 Inbound Blogs, 15 Inbound Links to CONVERSA da teta
8 Inbound Blogs, 10 Inbound Links to Blog Anónimo
(* somados os dois endereços do blog, http://pauloquerido.net e http://ptd.xpto.org, que continua activo por uma questão de respeito pela compatibilidade das hiperligações feitas ao tempo em que esse era o endereço primário)
Posted by pTd at 02:43 AM | Comments (4)
agosto 24, 2003
Pindérico
Hoje descobri o Alvino, um blog pindérico, a tentar puxar ao humor juntando duas receitas conhecidas: usar escrita oral (copiando o sucesso dos blogs algarvios, por exemplo) , no caso muito mal escrita; e dizer mal de tudo em geral, sobretudo das figuras mais populares.
Meia surpresa: também me tocou a mim, que não sou figura pública, púdica ou púbica. Eu, que gosto de rir e sorrir, que sempre pude rir das páginas a dizer mal de mim que se fizeram pela web fora na última década, que até as hiperliguei, também hiperligo esta, claro.
Mas aviso: desta não ri. Não achei piada. Não tem piada. Nem o texto sobre mim, nem os textos sobre os outros.
Além, claro, de conter falsidades - o que, numa escrita pretensamente humorística, até parecem verdades... Cito esta: «Cumessou em rebistinhas manhozas, hiputecadas, a faser fretes: as alarbidades até num erãm impurtantes, que num çe liam.». Ora, eu não comecei em revistas, manhosas, ou não. As únicas revistas para a qual me recordo de ter escrito um ou dois artigos foram a @net, da Telepac, a pedido deles, e a Ciber.net na sua fase decadente. Nessa altura já eu levava década e meia de profissão... Se isso é começar, vou ali e já venho.
Mais: «inté o Espesso lhe deu papel pra iscreber (e o que lhe foi pago, ele cupiou para o belogue merdozo, "para lutar contra a sençura"?)». O Expresso não me dá papel para escrever. Foi-me buscar ao Diário Popular em finais da década de 80, para integrar o seu quadro redactorial, do qual saí em meados da década seguinte quando se esgotou o projecto do suplemento desportivo que fui ajudar a fazer, sendo convidado a voltar -- desta vez como colaborador avençado -- uns anos depois para fundar o suplemento de boa memória XXI. Extinto este, o Expresso quis que eu continuasse, com uma secção sobre Internet que já teve dois poisos: a revista Vidas e agora a revista Única. Seja em que perspectiva for, isto não é propriamente darem-me papel para escrever ;-)
A atoarda seguinte nem tem explicação: não tenho nem nunca tive, no meu «merdoso» blog, nenhum artigo dos que publiquei no Expresso (único orgão de informação para o qual escrevo desde há ano e meio, diga-se já agora).
O autor refere-se putativamente à entrevista ao autor de O Meu Pipi, que com o conhecimento prévio e anuência do editor da Única (onde a entrevista foi publicada), teve direito a publicação temporária na web e na íntegra (a versão papel foi obviamente cortada, como são praticamente todas as entrevistas, dadas as limitações do meio) por motivos já explicados, que nada tiveram a ver com censura, como tive o cuidado de frisar na altura.
Gosto de humor. Gosto de rir. Acho que rirmos de nós próprios faz bem, ajuda. A crítica mordaz é uma das melhores formas de aperfeiçoamento. Respeito-a - e só lastimo não ter verve para autor humorístico, como o são por exemplo os Gatos Fedorentos, o MacJête ou -- mais a ironia que o humor -- o Anarca Constipado. Cada macaco no seu galho. Eu nâo tento fazer textos humorísticos.
Uma coisa é querermos ser engraçados. Outra coisa é ter talento suficiente para isso. Os blogs são maravilhosos: ajudam a revelar talentos que de outra forma não teriam acesso a meios de comunicação de massas. Mas nem todos os que blogam têm talento. Temos pena.
Infelizmente, o Alvino nada me acrescentou. Temos pena.
Posted by pTd at 06:43 PM | Comments (5)
Da objectividade ao Islão
Leio o Abrupto quê, uma vez por semana, talvez. E faço um esforço para não estar constantemente a replicar: ele já tem sarna para se coçar, eu também e o que não falta na umbigosfera é gente a citar e a replicar a José Pereira Pacheco -- em boa parte dos casos, gente com mais talento e algo para dizer do que eu.
Mas o euro-deputado do PSD é uma pessoa polémica. Frontal. Sem medo de se envolver em querelas. Corajoso. Inteligente. Assumido face ao seu passado. Comprometido com os seus ideiais. Aliás, estas são as qualidades que aprecio nele.
Hoje não consegui resistir -- quiçá porque os filmes na TV são todos uma bosta, parei o comando na RTP 1 porque sempre catrapisco de soslaio a Sharon Stone, então muito novinha, mas já boazuda, num mau filme série C. Vou citar e comentar duas opiniões dele.
Cito do Abrupto: «Mas Fino não é um jornalista objectivo, nem nada que se pareça. Já me reduzo a considerar objectividade, apenas a procura de objectividade, que isso qualquer pessoa sabe o que é , sente se existe.».
É falacioso aplicar aos jornalistas de hoje a pretensão da objectividade: desde que o sistema capitalista se insinuou nos media adeus, bye bye objectividade. Acreditar nela é como acreditar que o Pai Natal é cristão.
Carlos Fino provém de uma geração de jornalistas que ainda teve a sorte de ter uma escola. [Não vou discutir os prós e contras da escola chamada tarimba.] Hoje, Carlos Fino é uma relíquia. E, como relíquia que é e continua a trabalhar na reportagem, enquantos os seus camaradas de escola estão esmagados em cargos de chefia, emprateleirados, passaram a consultores de empresas ou simplesmente morreram ou se reformaram, tem o privilégio de escolher os ângulos com que discorre sobre os factos. Caramba, ele TEM ângulos - o que lhe dá uma vantagem sobre a esmagadora maioria dos actuais reporteiros!
Não vejo nisso tão grave atentado à "objectividade" como parece ver JPP. Podem não ser os nossos, ou da nossa preferência, mas pelo menos dá-nos uma vantagem: podemos sempre dar o desconto aos ângulos dele e vislumbrar uma ponta da realidade (ou da "verdade") algures nos intervalos. Com os reporteiros do costume tal é impossível.
Adiante, que o caso também não é para gastar muito bit.
Outra citação da mesma fonte: «Quanto mais vou aprendendo sobre o mundo islâmico, sem querer meter tudo no mesmo saco, mas falando genericamente, porque não deixa de ser neste caso possível, mais importância atribuo ao domínio dos homens sobre as mulheres como factor de uma forte e agressiva diferenciação cultural, na origem de muitos dos actuais conflitos.
Na guerra actual, como em todas as guerras, há um elemento de poder presente, poder que se quer ganhar, poder que se quer defender. Um dos elementos que cada vez me parece mais importante neste conflito é a defesa da autoridade quase absoluta dos homens sobre as mulheres no mundo islâmico. Bernard Lewis tinha já chamado a atenção para esta característica do mundo islâmico, como uma das grandes barreiras à modernização, uma das coisas que explicava o .que correu mal..
É verdade, como muitos muçulmanos dizem, com razão, que a autoridade masculina, seja do marido, seja do pai, seja dos irmãos, acompanha direitos, principalmente patrimoniais, da mulher, que foram pioneiros em relação ao mundo ocidental. Mas mesmo aí o que se defende é mais a família original da mulher do que a mulher em si, que sai de uma servidão para outra. A escravatura sexual da mulher, a sua ausência de direitos cívicos ou quaisquer outros, a imposição de uma autoridade absoluta e desigual, é uma das características culturais e sociais mais violentamente defendidas pelos homens. »
Estou de acordo. Não certamente com a profundidade que eu desejava, nem sequer um olhar treinado como o de JPP e outros, também tenho vindo a olhar para o Islão com mais cuidado -- e isto até antes do 7/11, a dada altura tomei consciência da proximidade cultural e geográfica, olhem para a cultura latina e vejam -- e a questão do domínio masculino naquela sociedade é fundamental para a perceber.
Para perceber sobretudo os seus fracassos enquanto cultura. O Islão -- pese embora todo o respeitinho que devemos ao seu passado milenar -- está condenado a prazo. Nenhuma cultura se aguenta muito tempo a escravizar metade da população.
Aliás, o grande fascínio da pesquisa histórica é perceber como se aguentou o Islão tanto tempo!
Talvez porque não havia confronto: até ao século XX praticamente todas as culturas com algum peso mundial relegavam a mulher para um plano secundário.
Nesse século as mudanças decisivas para o caso foram: a crescente redução da mulheres-escravas e a globalização mediática.
Como pode sobreviver uma cultura que marginaliza a mulher num mundo a) em que outras culturas usam a mulher no mercado de trabalho, com as vantagens económicas que isso lhe proporciona sobre as que não usam; b) em que a economia que apela a uma mulher liberada e com capacidade de escolha e de compra (dos cosméticos aos detergentes, da moda à indústria da noite, e etc) se torna mais competitiva que a economia que só vive das opções de consumo do macho; c) mulheres, crianças (e homens) das culturas machas importam, aculturam, os "valores" das culturas ocidentais "feminilizadas", através dos media, tornando-os em potenciais revoltosos?
A resposta é: não pode.
A prazo, e sendo certo que o XXI vai ser o século que assistirá à imposição crescente da mulher nas sociedades ricas/avançadas, o mundo islâmico está condenado. Os seus valores ou mudam, retocando-se, modernizando-se em função da globalização, ou morrem inexoravelmente, asfixiados pelo futuro, como acontece por exemplo ao PCP, prisioneiro de si próprio.
Porém, enquadrar o actual estado mundial de sobressalto guerrilheiro apenas à luz da excessiva testosterona islâmica é redutor. (Se não tivesse já lido outros textos de JPP, arriscaria nesta altura fazer uma comparação entre ele e Carlos Fino, no que à "objectividade" concerne.)
Ao contrário do que se passa no PCP (já que falei nesse exemplo de decadência de um grupo), cujos militantes, simpatizantes e pensantes estão bem, ou pelo menos remediadamente, na vida, com cama certa e comida na mesa, no mundo islâmico milhões de chefes de família não têm com que alimentar-se, mais às suas mulheres e crianças.
Isso muda muito - para não dizer tudo.
Julgo ser mais decisivo para a actual atitude de guerra o desespero dos famintos do que as suas ancestrais «grandes barreiras à modernização», notadas por Lewis e citadas por JPP.
O estertor do condenado, que não se importará de levar com ele para o Inferno quantas almas infiéis for capaz, deve-se à sua barriga vazia, não aos seus testículos.
Posted by pTd at 12:25 AM | Comments (1)
agosto 21, 2003
Do covil aos pintelhos
Tive há pouco o grato prazer de descobrir que o Covil -- um... covil do mais antigo talker português, espaço reservado à élite, au creme de la creme ;) -- já dispõe de um blog.
é com prazer que leio as tiradas incisivas de K., as análises profundas do meu grande (literal...) amigo A., as citações dos disparates debilóides que por vezes surgem no ecran. Como esta:
SIGN ON: Eoor no deserto
!! Trouble [to Khan:] a ogiva nuclear!
!! Kafka vai ali, fazer a barba...
O texto de A. sobre João César Monteiro, o genial, imortal cinesta dos pintelhos, é muito bom. Leiam-no por favor.
Posted by pTd at 08:07 PM | Comments (1)
agosto 18, 2003
Incêndios: então até Maio!...
Aproveito uma entrada de JC como deixa para escrever sobre um tema que me toca com profundidade rara: os incêndios.
Primeiro a citação: «Há uma semana fiz uma piada sobre os incêndios. Nem uma "marretadinha" dos leitores do blogue. Na madrugada de quarta-feira, escrevi sobre a voluptuosidade das adolescentes em biquini e ninguém comentou. A noite passada manifestei alguma satisfação pela derrota do Benfica e a blogosfera no activo caiu-me em cima.»
Depois a minha deixa, com um aviso prévio: as palavras que se seguem podiam ter sido escritas há precisamente um ano; ou há precisamente dois anos; ou há precisamente três anos; ou há precisamente dez anos; ou há precisamente vinte anos.
Respondo-lhe, caro JC: os cartões amarelos, penalties roubados e o fio de jogo do Benfica são assim uma espécie de pré-época antes da "rentrée" política que, com as manifestações comicieiras próprias do início de Setembro, arrumará o assunto "Incêndios" na gaveta mais recôndita dos arquivos. Pelo menos até Abril ou Maio não se voltará a falar disso.
Até dia 1 de Setembro, o rescaldo dos incêndios ainda coexistirá com a bola. Depois dessa data - ou, para ser mais preciso porque o calendário oscila todos os anos, depois do primeiro fim de semana de Setembro - os incêndios sumir-se-ão misteriosamente dos noticiários. Nunca terão existido. À parte os bombeiros estoirados, a limpar e reorganizxar materiais; o luto dos familiares dos bombeiros e outras pessoas que pereceram nos incêndios; as contas à vida de quem perdeu tudo com a terra queimada e de quem lucrou imenso com a madeira ardida; a meia dúzia que tentará sacar do Governo os subsídios prometidos com solenidade nos piores dias de Agosto, à parte esses o país caga de alto e de repuxo no assunto.
Digo o país e uso termos tão sujos de propósito: o problema dos incêndios em Portugal é endémico e profundo. É um problema cultural. TODOS nós nos estamos cagando para os incêndios. A começar pelos mais distantes de nós, os que vivem nos grandes centros urbanos e têm da floresta um afastamento físico e emocional inadequado mas até certo ponto compreensível, e a acabar nos que vivem na e da floresta.
Numa das aldeias que desapareceu do mapa, no distrito de Santarém, um habitante disse o mais importante e pungente que na minha opinião há para dizer sobre incêndios. Foi mais ou menos isto (transcrevo de cor a frase ouvida numa tarde de domingo na TSF): «há dez anos aconteceu o mesmo aqui. Que país é este?»
Mesmo os que vivem NA e DA floresta preferem pensar o Benfica, as fintas do Simão, o sai-fica do Camacho e a intriga politiqueira e cerimonial que alimenta os noticiários do prime time a discutirem, para resolver, o assunto das florestas. Não lhe levo a mal: sofrem terrivelmente em cada Verão que passa, têm direito a repousar a cabeça com caracacás.
A actividade política nos tempos que correm consiste em ser capaz de dar resposta rápida e com o máximo de alarido possível aos assuntos que surgem no quotidiano: prometida a solução, o subsídio ou a reforma, o Primeiro ou os seus Segundos partem para o próximo assunto quente, dossiers afadigadamente preparados pela resma de conselheiros, colaboradores e demais trabalhadores invisíveis da política.
No dia seguinte o assunto morreu, viva o próximo assunto - que os jornais e jornalistas e oposição estão aí, como cães a filar o osso (e consequentemente culpas no cartório da volatibilidade dos assuntos.)
Não há profundidade na actividade política.
Deixou de haver profundidade na actividade política. Foi devorada pelo correr do tempo, aprisionada pela ditadura do prime time, banalizada pela baixa qualidade geral dos democraticamente eleitos e inutilizada pela transferência de poderes de Lisboa para Bruxelas.
Nenhuma política de prevenção será gizada.
Nenhum plano de ordenamento será decretado (o imobilismo imposto pela força burocrática das autarquias comprometeria algum mesmo no caso altamente improvável ou meramente teórico de existir um governo com visão e vontade férrea de o decretar).
Nenhum esquema de combate aos incêndios será levado à consideração de quem manda, desconfiando eu embora que alguém o tenha elaborado, alguém que pode ser um chefe de bombeiros ou outra pessoa sensível e inteligente que pense que o combate é possível e saiba como.
Dos muitos suspeitos de fogo posto presos pelas forças (?) da "ordem" nenhum tem nome ou rosto e nenhum passará à condição de acusado, levando alguns a pensar que tudo não passou de manobra para português ver. Ou são todos inocentes - o que não é fácil engolir, mas enfim - e a investigação policial funcionou, ou... algo está errado num sistema que prende suspeitos à mesma velocidade que os liberta, sem que pareça ter existido alguma actividade entre as duas acções.
O Público fez uma boa reportagem, sugerindo dez medidas para combater o flagelo. Todas elas úteis, nem todas elas exequíveis, certamente. À parte esse contributo, nenhum outro media, que eu tenha conhecimento, mexeu um dedo em prol de uma floresta portuguesa menos frágil. (E mesmo o Público deixará de falar de incêndios nos próximos meses.) Não ouvi nem li nenhuma reacção institucional às medidas do Público. Cairam no saco roto dos políticos portugueses, poder e oposição. As três páginas dessa edição já forraram muito caixote do lixo e a edição online do Público passou a ter vida quase tão curta como a de papel, o que é uma desgraça.
Ninguém virá pedir responsabilidades a ninguém. Quem ficou magoado não tem acesso aos púlpitos mediáticos. Quando muito queixa-se à respectiva Assembleia Municipal que, como se sabe, tem um raio de acção minimalista. Quem lucrou tem o maior interesse em que não se fale do assunto: há mais madeira para arder no próximo Verão, tomara que as temperaturas estivais fossem sempre ao nível deste ano...
A vida prossegue. Aliás, na própria floresta a vida prossegue: o problema está em não deixarmos o ciclo de vida da floresta completar-se.
O assunto incêndios extingue-se em Setembro, com a temperatura do ar a baixar e a temperatura do futebol e da politiquice a subir. Em Abril ou Maio algum bombeiro zeloso virá a terreiro dizer que se aproxima a época e mais uma vez não há meios, algum jornal mais zeloso aproveitará para fazer uma notícia de quatro parágrafos no interior, eventualmente a tapar um buraco numa página.
Em Julho, Agosto - se as temperaturas ajudarem - o Inferno voltará e com ele o coro de lamentos, as fotografias dignas de moldura e de prémios, as imagens arrepiantes, os estarrecimento e pena dos coitadinhos da parte de Todos Nós, o Povo, e Primeiro e Segundos interromperão por um dia as suas bem merecidas férias para novas condolências públicas às famílias enlutadas, novos enaltecimentos à coragem dos bombeiros, novas promessas de meios.
É um ciclo fechado. Não vejo maneira de o interromper. Sinceramente, não vejo forma de quebrar esta maldição nas próximas décadas (ou enquanto houver floresta). É por isso que os incêndios me doem mais que tantas outras desgraças: porque habito um país de impotentes e incipientes.
[Pós-escrito a sugerir leituras adicionais: Folha Dupla e Ainda os Fogos Florestais.]
Posted by pTd at 08:30 PM | Comments (4)
Shit happens
«uma pessoa sem gratidão é um bicho» (in Aviz)
Francisco José Viegas mostrou (desnecessariamente, pois já se sabia) não ser um bicho. Isto a propósito do Acontece. Gostei de o ler. Gosto quando as pessoas assumem frontalmente a sua boa educação e o respeito pelo trabalho alheio - mesmo, ou sobretudo, sendo rivais, estando em lados opostos da barricada, ou simplesmente tendo pontos de vista diferentes, como é o caso vertente. Chama-se a isso, como FJV bem escreveu, ter fair play.
Conheço o Carlos Pinto Coelho há 25 anos, trabalhei com ele no primeiro jornal da minha vida (eu tinha 18 anos e então era estafeta, ele era chefe do Internacional, se bem me lembro, e havia lá outros graúdos dos tempos de hoje, como o José Eduardo Moniz, que fazia pouco: desconfio que não gostava do projecto).
Acompanhei sempre a sua carreira. Admiro-o como profissional. Quando outros se resignaram à fácil emprateleiração na RTP, o CPC inventou coisas novas para se manter no activo. Justificou o seu salário. Só isso chegava para o admirar, em contraponto com tantos outros que aceitaram parasitar a res publica e contribuir para o passivo extraordinário da RTP. As outras razões ficam para outra altura.
Duro na crítica ao Acontece, imho duro demais embora lhe reconheça razão aqui e ali, foi Pacheco Pereira - mas também ele assinalou (na medida das suas possibilidades) o fair play. Cito do Abrupto: «tenho razões seguras para reconhecer em Carlos Pinto Coelho um mérito de fair play tão raro em Portugal, tão ausente dos nossos costumes culturais, tão pessoalmente estimável, que seria uma enorme injustiça não o dizer em público.».
«A divulgação cultural em Portugal é um mundo perigoso e frágil» (ainda FJV). Mas também o é a divulgação política, a divulgação económica e (conheço mais de perto esta) a divulgação do mundo automóvel: em qualquer destes campos - e de eventuais outros, que por não ter proximidade me escuso referir -, escorregadios como subentende FJV, se retrata sobretudo o «carácter almofadado e reverente», abundam os «salamaleques, vive-se «das partilhas de vã glória e dos subsídios» e todos são bons e «ninguém é mau coisa nenhuma» (expressões aplicadas por JPP ao Acontece).
O contrabando de "notícias" na esfera da política, como a troca de reverências e favores na esfera da economia, são de resto mais graves que o salamaleque em ocasiões de trajo-a-rigor. Até mesmo quando alguém é mau alguma coisa, é mais frequente tal informação ter proveniência num "inimigo" desse alguém do que resultar do simples e nobre compromisso com a Informação (enquanto caminho para a Verdade) que se espera dos media.
Devo ser o último a falar do desaparecimento do Acontece. Não quis fazê-lo antes. Aliás, não quis fazê-lo nunca. Só o faço agora por causa da frase de FJV que cito acima. A minha gratidão para com CPC nem sequer é pessoal, como nos casos de FJV ou JPP, embora ele tenha sido em determinada altura do meu crescimento profissional uma leve referência. Tão leve que nem posso falar de gratidão pessoal. Posso sim, falar de gratidão enquanto consumidor de media: ele manteve um programa sobre as nossas culturas (sublinho o plural) que foi sempre um oásis num deserto árido. Com altos e baixos, um oásis é um oásis: um sítio agradável onde nos refrescamos entre duas caminhadas pela aridez tórrida. Por definição, um oásis não é o Paraíso: é apenas(?!) um oásis.
Não direi mais do que já muita gente disse: é um crime de lesa-pátria exterminar o programa desta forma. Onde há um crime há um motivo. Onde há um crime há um criminoso. Onde há um crime nem sempre é feita a respectiva Justiça. Shit happens. Ficamos conversados.
Posted by pTd at 06:40 PM | Comments (3)
agosto 15, 2003
O charuto
Às tantas, já é uma tradição. Mas a vida faz-se de tradições. Melhor: começamos a fazer algo, esse algo transforma-se em rotina e, sem darmos por isso, um dia a rotina elevou-se a tradição. Suponho que um processo temporal semelhante torna o tinto em néctar.
Há décadas que existe a Feira do Livro de Faro e há décadas que, sempre que lá vou, o que não acontece todos os Agostos, compro uns livros na banca do homem.
O homem chama-se Júlio Carrapato. Embora nutra algum desprezo pela "Sociedade da Informação" (aspas dele), o Google conhece-o bem.
É conhecido por fumar uns havanos de calibre. O charuto faz parte da sua imagem. É editor. Livreiro. Anarquista. Escritor. Sei lá eu que mais.
Compro-lhe - ia dizer religiosamente, mas não soa bem neste contexto ;) - tanto a obra dele como autores diversos que vai publicando, ora das zonas da Anarquia, ora dos temas regionais.
Compro muito e repito títulos: acabo sempre a oferecer algum a alguém que me pareça menos comprometido com a sociedade, ou que aparente um grau de perplexidade que me pareça suficiente para estar receptivo a ideias de liberdade. Liberdade da boa, da de pensamento, nada desses clichés das televisões ou dos democratas.

Esta semana estive lá e comprei. Estou a ler o último dele, Crónicas de Escárnio e Mal Dizer, Ed. Sotavento, capa reproduzida ao lado.
Dois acontecimentos levaram-me a decidir abrir uma nova categoria: A (de Anarquismo).
Cronologicamente, o primeiro foi a hiperligação ao Anarca Constipado, que já me tinha trazido memórias não muito longínquas. O segundo foi ter reflectido sobre a vida e obra de Júlio Carrapato. Há pessoas assim, que valem a pena. Um dia destes escrevei melhor sobre ele. Por agora fica o empurrão: procurem o livro e leiam-no, vale a pena. É pouco provável que o encontrem numa livraria normal e duvido muito que a Amazon saiba sequer que ele existe (infelizmente). Mas a Editora Sotavento tem endereço de snail-mail: Apartado 5 8001-901 Faro. Façam favor.
Posted by pTd at 07:10 PM | Comments (4)
A falocracia
Cheguei a uma conclusão deveras desinteressante: a umbigosfera é falocrata. Mesmo as mulheres não escapam a tão desditoso destino.
Posted by pTd at 06:47 PM | Comments (3)
agosto 14, 2003
Boas férias, Pepe!
neste intervalo de 2 dias das minhas próprias férias para tratar de assuntos pessoais e profissionais, aproveito para desejar (tardiamente, é certo) umas boas férias, com boas conversas e melhores tetas, a Pepe.
felizmente para ambos evitou-se o duelo de morte; obrigado, mês de Agosto :)
saúdo o seu fair-play. mas olhe que uma boa flame de vez em quando só nos faz bem, ajuda a descomprimir e às vezes permite compreendermos melhor o trabalho (?) de cada um.
Posted by pTd at 04:54 PM
Extra! Extra!
Não perca esta sexta-feira, na Revista Única do semanário Expresso!
O Primeiro Texto Sobre Blogs da imprensa portuguesa que NÃO FALA do Abrupto, do Pipi, do Pastilhas, do Blog-de-Esquerda, do Aviz, do Socio[B]logue, do Gato Fedorento, do Fumaças, nem do Mexia, nem do JPP!
É Verdade! Acredite! Consegui escrever uma prosa de uma página com alguma informação útil para os leitores SEM FALAR dos blogs e bloggers do costume, NEM ATRIBUIR A PATERNIDADE DA BLOGOSFERA ao Abrupto (pai) e à Bomba Inteligente (mãe).
Eu próprio nem queria acreditar!
FUI CAPAZ!! IUPI!!!!!
Posted by pTd at 04:44 PM | Comments (19)
agosto 08, 2003
nem tudo está perdido
gosto cada vez mais do piotr. tem uns textos notáveis. mal avie esta entrada vou ali ao lado colocar o blog dele na secção mais acima. e não só textos: tem umas leituras muito boas. foi através dele que cheguei ao mais notável blog que vi nas duas últimas semanas (blog-tempo, que corresponde a 5 anos em tempo Humano, numa escala ainda por comprovar, aceitam-se propostas).
citando piotr, «nem tudo está perdido». e para completar o justo ciclo de hiperligações, refira-se ainda esta, eventualmente a primeira a encontrar a Inês, 16 anos, Porto, perdida na blogosfera.
Posted by pTd at 03:49 PM | Comments (3)
citando N, que cita K
dever ser por eu «escrever para me curar daquilo que chamam nervos» que me saltam os venenos todos pelos dedos... «Mas isto nada representa, senão um arranhar com as unhas no interior de uma abrigo subterrâneo», pelo que, citando Terminator, «no problema».
Posted by pTd at 03:28 PM
dúvidas "angustiais"
esta coisa com o Pepe fez-me olhar ali para o lado direito. caramba!, tenho 15 textos de cócegas!
fui ver... a maioria é recente. acho que me tenho ocupado demais com disparates e flames inúteis.
é chato, passo o dia a fazer coisas como esta, quando uma pessoa levanta os olhos do monitor e perde a hipnotização do blink-blink do cursor, fica meio esgrouviado.
é Agosto, é a silly season - mas eu não tenho desculpa. tenho apenas muito cansaço acumulado.
às vítimas peço perdão. aos demais leitores, paciência. vou uma semana a banhos com a minha filha, que morro de saudades. inté dia 15.
Posted by pTd at 12:30 AM | Comments (1)
bílis
hoje o Ene chamou-me nomes. ele tinha razão, eu tinha desculpa: não comia há várias horas. quando não como fico particularmente azedo.
nessas alturas destilo bílis pelos dedos.
além da fome, a bílis vem-me facilmente aos dedos noutra ocasião: quando leio disparates. é mais forte que eu, esta coisa das flames. é por isso que criei a secção cócegas.
a essa secção vão parar os meus venenos destilados. às vezes (algumas vezes) o veneno passa depressa e volta tudo ao normal: desinflamo.
outras nem por isso.
e outra ainda fico a matutar. fiquei a matutar na resposta de Pepe a um texto meu de bílis pura. vou pensar no caso mais tarde, agora estou ocupado numa das minhas actividades favoritas, fazer utilitários para blogs.
talvez seja eu quem precisa de voltar uns tempos à primária. ou então meter férias... :(
até depois.
Posted by pTd at 12:19 AM | Comments (1)
agosto 07, 2003
Ainda o inefável pepe
mesmo antes de sair, os meus olhos ainda passaram por uma entrada do Pepe em que fala de mim. nestes termos:
«Eu diria que a relação do vento com a Bomba se revela no seu âmago eminentemente freudiana.
Diz ele, com graça, que a perde sempre que pode; que mais vale fazer qualquer outra coisa do que passar por lá; que está insuportável; que não percebe a paixão por aquele discurso horripilante... Mas a verdade é que, vai que não vai, volta lá. Dir-se-ia que a tentação é mais forte do que a razão... Pois é, acontece a muito boa gente. Mas também com esse nome a pairar sobre o blog: huuuuu...o vento lá fora , como que a anunciar a chegada de fantasmas, não me parece nada estranho que recorra à "mãe de todos os blogs" para acalmar a ventania...»
fica portanto provado que além de não perceber patavina da realidade, não sabe ler.
Posted by pTd at 01:57 AM | Comments (6)
às vezes um gajo quase se passa
«Numa óptica cristã da blogosfera, eu diria que O Abrupto é o "pai" de todos os blogs e a Bomba Inteligente a "mãe". O Meu Pipi é o "filho pródigo", que partiu em grande fornicação, marimbando-se para seus pares»
quem tal prova de ignorância nos trouxe, de par com uma reverência a fazer lembrar a sabujice, foi um tal de Pepe, que assina um blog asno chamado Conversa da Teta.
a Bomba, que ele tanto aprecia, bem podia fazer-nos um favor e desmamar o rapaz. era um blog-incesto, que Pepe decerto apreciaria...
de caminho talvez o "pai de todos nós", pudesse dar uns tau-taus no rabito desconsolado do puto, enquanto lhe explicava que nem tudo o que existe é necessariamente comandado, hierarquizado ou governado.
um gajo lê certas merdas e passa-se. desculpem-me lá. como é possível ser-se tão... bah. eu, o palavroso, fiquei sem adjectivos.
(ele tem-me lá na blogroll dele. bem me pode tirar, depois deste desabafo)
Posted by pTd at 01:47 AM | Comments (1)
agosto 02, 2003
Minho Calor Party
olá amiguinhos!
escrevo-vos a partir de Biana do Castelo, capital da Internet durante uns dias devido à Minho Campus Party.
como explicar? imaginem 1 grande pabilhão, mesmo big. mesas corridas. 960 caramelos e 40 raparigas munidos da respectiba parafernália tecnológica, que vai do simples portátil (no meu caso) a caixas espantosas, com bentoínhas e neon, para se ber a chipalhada no interior.
se forem capazes de bizualisar 1000 pessoas sentadas simultaneamente (bem... excepto as idas ao WC e ao bar, claro) em frente ao seu monitor, então estão a ber isto (eu estou lá ao fundo à esquerda, no lugar C15).
a maior parte do pessoal veio jogar e trocar pron. há toneladas de CDs: calculo que o montante do software, músicas e filmes trocado aqui desse para comprar o carro dos meus sonhos (não, não é um Ferrari: é mais caro) e ainda sobravam uns trocos para a casa com piscina para a minha filha :)
além de capital da Internet, Biana é, pos estes dias, a capital europeia do Kazaa: segundo as minhas fontes infitradas na organização, a Party está a exportar mais tráfego do que a importar (boas notícias para a Portugal Telecom, portanto). e... 70 % do tráfego ali nos barrotes da Cisco é, adivinhem... peer-to-peer, pois claro!
a conectividade não tá má, apesar do pron todo que anda aos tropeções na rede. btw, se o Pipi estivesse aqui, passava-se com a quantidade de pics e avis fresquinhos... tenho de o avisar: no próximo ano prevêem o dobro das inscrições!
espero que duplique também o número de raparigas. desta vez foram 40, sensivelmente 4 por cento... é pouco, muito pouco. mas duplicou face ao ano anterior... se a quantidade é fraca, a qualidade não é má de todo... e ficamos por aqui, tá?
acabam de me trazer uma boa notícia: servem jantares aqui! fine, escusamos de sair da frente dos teclados! e gordura por gordura, o meu já está carimbado q.b..
grande parte do pessoal (refiro-me ao pessoal que dorme) sai da cadeira directamente para o saco cama, estendido em tendas num pavilhão mesmo ao lado. os das filas mais perto podem literalmente dar dez passos e cair pró lado :)
isso acontece geralmente pelas 5 da manhã, segundo consta: eu nunca vi , prefiro dormir por aí num hotelzeco qualquer. aliás, tenho de me lembrar de sair daqui a horas decentes, pois não reservei nada, vim directamente do Restelo para o pavilhão da AI Minho com paragem no Poueto para almoçar com o Nuno, que depois veio comigo até aqui, para tira fotografias às máquinas (ele tem uma panca parecida com a minha, no que respeita ao ferro-velho).
bem, por agora chega, vou ali ao bar beber uma água gelada. é que isto é mais uma Minho Calor Party que outra coisa qualquer...
hasta!
Posted by pTd at 08:46 PM | Comments (3)