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janeiro 29, 2004

E-mail, Microsoft e outros mal-entendidos: reality-check

O texto de desabafo Estou farto do correio electrónico! publicado ontem motivou uma polémica acesa sobre alguns temas candentes cuja levanta dúvidas sobre as minhas posições por aí em determinadas guerras. Vamos então por partes e a abreviar. Sem esquecer que, na troca de opiniões na polémica, desfiei várias pistas e diverti-me em geral :)

A) Microsoft. Não me interessa a parte financeira da empresa. Já me interessou -- quando esteve sob a mira do Departamento de Justiça dos EUA por práticas monopolistas. Hoje não está. É uma empresa como as outras, no mercado capitalista global. É um gigante e luta contra outros gigantes. Dá e leva porrada. Não me importo que os seus accionistas ganhem rios de dinheiro: é a função deles. Se o fazem à custa dos papalvos, problema dos papalvos. Não é a primeira a fazê-lo, está longe de ser a única a fazê-lo e não vejo (na perspectiva do mundo e do sistema) que isso constitua problema. Naturalmente, na minha perspectiva pessoal acho isso uma má prática. MAS não o acho exclusivamente, nem sequer particularmente, em relação à Microsoft e sim a esse mau hábito de fazer fortuna desconsiderando o consumidor-pagante, que é generalizado. Azar dos eleitores e dos consumidores. Fui claro?

B) Ainda a Microsoft. Como já tive ocasião de escrever diversas vezes (ver no final a lista de entradas relacionadas e sobretudo esta: Mamã, como se constrói um monopólio?) nada me move contra a Microsoft. É verdade que a critico volta e meia. Como critico outras empresas, pessoas, situações, casos, etc. Não vou deixar de criticar a Microsoft quando entender só porque há uns gajos que acham que eu faço parte das conspirações mundiais contra a Microsoft. É ridículo. Exerguem-se. Pôrra! Cada vez que alguem diz/escreve alguma coisa que não cai bem aos seguidores e defensores da Microsoft, cai o Carmo e a Trindade! Comprem um cérebro.

C) O Outlook. É aparentemente um bom programa de correio. Na prática é um péssimo programa de correio. As culpas próprias: 1) sempre foi demasiado vulnerável, mercê talvez do facto de ser elaborado para responder cabalmente às necessidades de uso de pessoas que não gostam de gastar (e isso é lá com elas, não as estou a criticar mas a constatar factos) uns minutos ou horas a aprender a manipular as ferramentas informáticas; 2) Integrado por defeito nas instalações dos sistemas operativos Windows para o mercado doméstico, tornou-se num paradigma do programa de correio --- e como tal no alvo preferencial dos criminosos da rede. Juntem 1 + 2 e obterão um potencial de perigo de níveis gigantescos à escala mundial.
As culpas alheias: 1) milhões de utilizadores despreocupados usam mal o Outlook, potenciando o spreading dos vírus; 2) usando e abusando das vulnerabilidades programáticas e de utilização, centenas de criminosos, movidos pelos fins mais incalculáveis, usam o Outlook como um meio para os alcançar; ao contrário dos primeiros, que não passam de cúmplices à força, num mundo justo estes últimos seriam exemplarmente punidos pelo seu crime. não vivemos num mundo justo.

D) O e-mail. Um dos primeiros usos da Internet. Tão maravilhoso é (era) que sem ele não teria havido a explosão que tivemos no uso da Internet. Atravessou a fase dourada nos anos 90 do século passado. Desde 2000 começou a declinar. As "fragilidades" dos seus protocolos (criados nos anos 80, portanto tecnologicamente arcaicos, só espanta como resistiram tanto tempo e daí ter colocado o termo fragilidades entre aspas) foram postas a nú pelos expeditos criadores de vírus e sobretudo por essa raça maldita, os spammers. Já se arquitecta o e-mail versão 2.0. Esperemos que este venha depressa: o actual e-mail tem os dias contados, já o escrevi diversas vezes.

E) Ainda o e-mail. O último vírus teve tais proporções, ainda longe de terminadas pois o vírus tem quatro dias apenas de vida, que vai acelerar o óbvio: a elaboração das especificações de um novo conceito de correio electrónico.

Para completar formalmente o reality-check, elaborei um dossier intitulado E-mail: um ecosistema em auto-destruição. O link leva o leitor à apresentação do dossier de 45.000 caracteres (7.100 palavras, aproximadamente 14 páginas A4) com os highlights. Um dossier onde se retratam as dúvidas e angústias do presente, se faz o ponto da situação em finais de Janeiro de 2004 e se lembra a curta história da destruição do correio electrónico. Versão PDF guardável e imprimível por apenas 41 cêntimos.

Posted by pTd at 04:23 PM | Comments (13)

janeiro 28, 2004

Estou farto do correio electrónico!

A aplicação-maravilha virou um pesadelo. Estou FARTO do correio electrónico! Estou farto de perder meia hora a apagar a porcaria! Acabo de fazer uma limpeza invulgar aos meus endereços de correio electrónico. Tirei daqui do blog o link para me enviarem correio e mudei o endereço (fiquem com o rato em cima do botão Autor, no menu esquerdo, e verão o novo endereço no novo formato anti-spammer).

E isto é temporário: aos poucos acabarei por deixar de usar o e-mail. Eu e cada vez mais milhões de pessoas. O correio electrónico tornou-se pura e simplesmente numa aplicação na qual NINGUEM MAIS CONFIA. Obrigado por isso a todos os spammers, a todos os programadores de vírus e aos utilizadores do Outlook. Um obrigado muito especial à Microsoft, cujo péssimo software de e-mail é directamente responsável pela escalada de vírus que conduziu à desconfiança geral. Bem pode agora vir pregar frei Bill Gates o sermão sobre combater o spam: eu não acredito nele, ponto final parágrafo.

Posted by pTd at 07:08 PM | Comments (26)

GPG

Eu e o Fred decidimos hoje eleger o melhor programa da televisão portuguesa. Por unanimidade e considerado serviço público de televisão, para o que chamamos a atenção da Alta Autoridade para a Comunicação Social, Gaminete do Primeiro Ministro, líderes da Oposição e demais arraia miúda, senhores e senhores: Gostas Pouco Gostas, aka GPG, SIC Radical às tantas.

Posted by pTd at 12:06 AM | Comments (6)

janeiro 24, 2004

A banda está estrangulada!

Dois operadores de ADSL desistiram do mercado, o IOL e o Clix. Será verdade que a PT está a ser predatória e monopolista? Os concorrentes têm ou não têm razão de queixa? Então é a Anacom a "culpada" do que está a acontecer? E em que medida é que isto afecta quem usa a Internet?

Respostas a estas questões, com visão dos efeitos na dita Sociedade da Informação e do Conhecimento, bem como uma resenha do que disseram as partes, num dos meus conteúdos pagos (20 cêntimos). Aqui.

Posted by pTd at 07:29 PM

Da Anita ao sr. Gulbenkian

Isto da Anita recordou-me uma conversa desta semana ainda a propósito de um texto dos mais marcantes aqui do meu blog, sobre as carrinhas Gulbenkian (aqui).

Eles: ainda metes a fundação Gulbenkian a patrocinar o weblog.com.pt!
Eu: tão doidos?
Eles: tu gostas tanto dele... Até escreveste sobre as carrinhas
Eu, atalhando: e então?
Eles: os livros eram escolhidos e censurados.
Eu: Pois eram. E então? Se não fosse a carrinha eu não tinha lido Salgari. Achas mal, ler Salgari??
(mudança de tema)

É necessário contextualizar as coisas. As carrinhas Gulbenkian prestaram um serviço extraordinário à educação de várias gerações de portugueses. Fossem os livros escolhidos pelo regime. Fossem os livros censurados pelo regime. Mais valia ler o que havia do que não ler.

Mais vale ler a Anita do que não ler. Do contrário ninguém me convence. E digo.

Posted by pTd at 05:21 PM | Comments (7)

A Anita é bonita

Fiquei deveras impressionado! Vai nos 84 comentários, o post do José Mário Silva sobre a Anita. É daquelas coisas: uma pessoa esfalfa-se a escrever coisas sérias e tal e os leitores olimpicamente passam-lhes ao lado; depois avia assim uma opiniãozeca sobre uma coisita de nada (ele estava a comentar uma frase de uma mãe), em jeito mais de reflexão que de afirmação (o post acaba com um ponto de interrogação e tudo), e cai-lhe o mundo em cima!

Zé: o mundo está perigoso. Qualquer coisa que se diga/escreva que meta miúdos ao barulho, e é um banzé infernal.

A Anita é bonita. Eu li a Anita. Eu gostava de ler a Anita. Naqueles tempos a literatura infantil tinha pouca, pouqérrima oferta. Qualquer coisa que aparecesse era estimulante. Ler a Anita não me fez qualquer mal. Ou fez-me o mesmo mal que me faz hoje ver cinema de pipoca. A fantasia NUNCA fez mal a ninguem. Mesmo a fantasia tipo Walt Disney, muito clean para não dizer censurada. Ou as fantasias de princesas. Ou de corsários.

Desde que tomada em doses certas, a fantasia é BOA para qualquer criança. E para qualquer adulto. E para qualquer adolescente. E para qualquer ancião.

A minha filha também leu a Anita. Claro que lhe deu menos importância que a geração dos pais dela: hoje há muito mais oferta no mercado da fantasia e sobretudo há a concorrência da fantasia pronta-a-vestir, que é a da televisão, que nos fornece logo o cenário, o que é pouco ou nada saudável para estimular a criatividade de um puto...

(Já os jogos é outra coisa: contém decerto o germe da alienação (todas as fantasias o contém) mas são benéficos pois puxam por nós, levam-nos a querer ir mais longe. Isso é pedagógico, diria eu assim numa primeira aproximação.)

O texto do Zé Mário é uma posição. Ele interroga-se sobre se será útil a uma miúda de hoje repetir as fantasias da mãe. Eu respondo-lhe: não é inútil e não lhe fará mal -- isto, claro, assumindo que estamos perante uma família normal e que a miúda lê mais coisas dos tempos de hoje, vê televisão, joga SIMS, dá um dedo no IRC ou no MSN, vai ao cinema ver o Finding Nemo, frequenta a escola e sobretudo o recreio da escola. Nesse caso, não lhe fará qualquer mal, Zé Mário, ler a Anita. Se o caso não for esse, claro que lhe fará mal: viverá noutro mundo, pobrezinha.

Mas não foi com isso que fiquei impressionado: foi com as opiniões dos leitores. Como é que um tema simples provoca tamanho banzé. Até parece que estamos no PREC e só há reaças e progressistas, uns a gritarem contra os outros. Às tantas, como no PREC, já se discutia o acessório. Chegou-se ao lesbianismo. By Jove!. É só um livro infantil com imagens! Tenham dó!

Posted by pTd at 05:12 PM | Comments (6)

O tempo e os blogs

O tempo não dá para mais. Eu bem queria escrever -- mas foi uma semana de reuniões, viagens (olá João!, olá Inês!), projectos malucos como "vamos mudar radicalmente a face da blogsfera mundial e coisas do género" :) e... a ver vamos se este fim de semana consigo escrever alguma coisa por aqui. Afinal, tenho leitores. E quem tem leitores tem responsabilidades.

Mas já que estou com o dedo no blog, atenção a algumas coisas que se vão escrevendo por (e obrigado Carlos Alves pelo cumprimento) sobre a Mortandade na blogosfera. É verdade que a "taxa de mortalidade" (expressão horrível e inadequada, mas falta-me outra e estou cansado) dos blogs é elevada. Mas é muito inferior à "taxa de natalidade". Se há uns meses ainda tentávamos fazer contas ao número de blogs escritos por portugueses, quanto mais não fosse por estimativa, hoje é completamente impossível contar ou sequer fazer um cálculo. A diáspora não cresce aritmeticamente.

Ainda sobre a "mortandade". No weblog.com.pt havia ontem 831 blogs mas apenas 219 tiveram actividade nos sete dias anteriores. Cerca de 30% foram nado-mortos: nunca os autores colocaram sequer um postzito. Percentagem semelhante acaba por soçobrar -- ou mudar de formato, servidor, onda.

Só discordo do Prosa Solta em duas coisas: a dita inveja (o número de bloggers que anda por aí e NUNCA ouviu falar do Pipi é hoje respeitável e cresce em cada hora que passa) e os ditos incondicionais, para os quais vai deixando de haver pachorra. E, caro amigo Carlos Alves, como alude penso que demasiado suavemente no seu post, eu aqui avivo o seguinte: da mesma forma que os incondicionais de hoje são os principiantes de há um ano, 18 meses, os principiantes de hoje serão os incondicionais daqui por seis meses. Vamo-nos lendo.

Posted by pTd at 12:56 AM | Comments (1)

Lol lol lol lol... Grunfff... Rotfl

Pois é... Um gato queria fazer uma página mas o dono, que é lerdito, não sabe o que são blogs. Pobre gatito! Condenado às galés do HTML!

http://al-tereg.planetaclix.pt/

Posted by pTd at 12:26 AM

janeiro 21, 2004

Abri a Loja!

Acabo de inaugurar a minha Loja, aqui mesmo ao "lado". Nas prateleiras, por enquanto, apenas os conteúdos pagos que também aqui estão, na secção Premium. A Loja, bem como o site institucional que há muito andava para (re)fazer, centrará as minhas actividades comerciais, separando-as aqui do blog onde ficam desordenadas no meio das minhas imprecisões... Não será tão actualizada como o blog, mas terá conteúdos diferentes e soluções para o comércio electrónico de bens e serviços. Lá vos espero, de vez em quando ;)

Posted by pTd at 07:43 PM | Comments (2)

janeiro 19, 2004

Começou o adeus ao browser

O browser entrou em declínio. Novos métodos de surfar a web estão a substitui-lo - e também a destruir os modelos de negócio baseados em publicidade nos sites.

Depois de uma década a tiranizar a forma de visualizar conteúdos na Web, o popular browser começa a dar sinais de velhice e a ser substituído por outras aplicações capazes de nos colocar no nosso desktop a teia de textos, imagens e sons mantendo toda a funcionalidade do hipertexto. Três em cada quatro internautas usa já outros programas alternativos ao browser para consumirem a informação e entretenimento propiciadas pela World Wide Web.

Quarto conteúdo Premium. Tem um preço de 0,20 USD, cerca de 0,16 euros.

A aquisição desta reportagem é fácil. E barata: apenas 0,20 USD, ou pouco menos de 0,16 euros. Use o link abaixo para adquirir a versão PDF, que poderá guardar no seu computador e imprimir.

Para saber mais sobre micro-pagamentos, leia aqui.

Posted by pTd at 06:12 PM | Comments (9)

janeiro 15, 2004

Um mês de puBlog

Faz amanhã um mês que comecei com o serviço puBlog. Tempo de balanço, portanto.

Até ao preciso momento em que escrevo esta entrada, os números eram os seguintes (mudam segundo a segundo, veja os actuais aqui):

Anúncios mostrados: 180.646
Cliques em anúncios: 3.619
Taxa de sucesso: 2,003%
Total de utilizadores: 145
Campanhas activas: 165
Campanhas inactivas: 72

180 mil anúncios mostrados nos primeiros 30 dias -- é muita fruta para um projecto que não teve nenhuma promoção e que pelo seu carácter inovador (é o primeiro do género em Portugal) não suscita adesão fácil e imediata. (Apesar de ser fácil aderir).

O elevado número de campanhas inactivas tem três explicações, isto depois de analisar demoradamente os registos da base de dados.

Em primeiro lugar, alguns utilizadores não percebem (não querem perceber?) que, dada a gratuitidade do puBlog, pede-se-lhes que retribuam colocando os anúncios a rodar no seu próprio blog. Pelo menos numa página. Aqui, por exemplo, tenho o puBlog a rodar na primeira página e nas páginas de cada entrada (post). O sistema fiscaliza, de hora a hora, o cumprimento dessa regra básica que é o coração do projecto: retribuir. Quem não cumpre vê as suas campanhas tornadas inactivas, isto é, não aparecem no circuito.

Em segundo lugar: há campanhas que são eliminadas por estarem repetidas. Há um limite de três campanhas por blog para evitar abusos. Detectei no início blogs que punham oito e nove campanhas a rodar em simultâneo. É fácil perceber porquê: um blog que tenha cinco campanhas aparece cinco vezes mais no circuito do que um blog que só tenha uma. Daí ter imposto um limite, que me parece justo, de três campanhas por blog. Atenção, um utilizador pode ter mais de três campanhas desde que estas promovam blogs diferentes. Por blogs diferentes entende-se blogs diferentes, ou seja, duas entradas do mesmo blog (com dois endereços diferentes) são consideradas como o mesmo blog.

Terceiro: vários utilizadores continuam a não perceber o que é um endereço... Desde coisas como http://www.josedosanzois@operador.pt (inválido, notar a arroba...) até http://simplesmenteeu aparece de tudo! Naturalmente, um endereço inválido resulta numa campanha inválida.

Em síntese: não acho que o puBlog seja já um grande sucesso, sobretudo porque tem gerado mais ruído do que inicialmente pensei. Mas a mistura de técnicas e tecnologias está a funcionar impecavelmente e os utilizadores parecem na sua maioria satisfeitos com a rede de anúncios de texto gratuitos. Portanto, faço um balanço positivo.

O puBlog tem calendarizada uma segunda fase, ainda sem data marcada, em que passará a ter -- numa rede complementar e nunca obrigatória para os actuais utentes -- textads pagos. Em princípio, destinar-se-á a pequenos anúncios pessoais, do tipo dos classificados que alguns jornais diários publicam. E com preços baixos, naturalmente. Dependendo da resposta dos utilizadores, poderá evoluir paralelamente para um esquema semelhante aos textads do Google: anúncios comerciais e partilha das receitas com os bloggers que integrarem o circuito de distribuição. Gerará receitas pequenas, naturalmente, mas o conceito não é remunerar o trabalho de um blogger: trata-se apenas de lhe fornecer uma pequena recompensa adicional pelo seu contributo para a teia de informação e lazer que é a web.

Não queria entrar por aqui. Mas como o Google não há forma de aceitar na sua rede blogs e sites em língua portuguesa, ando a pensar nisso... E o leitor, o que pensa?

Posted by pTd at 07:36 PM | Comments (7)

Boa! Rebecca Blood em português!

"O Livro de Bolso do Weblogue", de Rebecca Blood, vai ser editado em Português.

http://webjornal.blogspot.com/2004_01_01_webjornal_archive.html#107411102967295821

Posted by pTd at 02:39 AM

Quais Big Brother! Big Blog Show!

Depois da trashTV vem aí o trash blog, pelos vistos. O lixo é como o Sol: toca a todos, fonix! The Big Blog Show é apresentado como o primeiro Reality Blog da Internet. 9 bloggers vão blogar no mesmo blog. Quem foi que falou em inteligência conectiva? (via Blog Herald)

http://www.thebigblogshow.com

Posted by pTd at 02:19 AM

janeiro 13, 2004

30 anos de Internet

«Quando estávamos a trabalhar nas especificações originais do TCP/IP, a única coisa em que pensava era que estávamos a juntar as várias redes. Era apenas um problema de engenharia». Vincent Cerf, co-autor da robusta arquitectura de empacotagem em que a Internet assenta, não fazia a mínima ideia do que estava para vir quando, na Primavera de 1973, começou com Bob Khan a escrever os rudimentos do Transmission Control Protocol/Internet Protocol (TCP/IP). Nessa altura nem sequer havia computadores pessoais e nem Apple nem Microsoft existiam. Aliás, nem em visões futuristas se pensava na micro informática, que só chegou uma década depois (ver timeline). Os computadores eram gigantescas máquinas de milhões de dólares detidas por universidades, governos e organizações.

Terceiro conteúdo Premium, composto por dois textos e um exaustivo calendário das últimas três décadas e meia que nos permite num relance perceber a evolução espantosa das redes. Saiba mais na entrada estendida.

Este é o terceiro conteúdo Premium. Tem um preço de 0,20 USD, cerca de 0,16 euros.

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Posted by pTd at 05:37 PM | Comments (5)

weblog.com.pt: surpresa

Os donativos para o weblog.com.pt atingiram os 452,5 euros em quatro dias. Tinha a fasquia da expectativa necessariamente baixa, para não me afectar. Por isso, tem sido uma agradável surpresa. Esta comunidade é cada vez mais bonita! Não espero que os custos directos do projecto sejam cobertos pelos donativos. Mas a ajuda é importante para mim. Pelo que aqui expresso novo agradecimento especial a todos quantos contribuiram (ver lista) e também aos que hiperligaram a iniciativa.

Posted by pTd at 06:54 AM | Comments (4)

janeiro 12, 2004

Pedofilia, Internet e 3ª geração móvel

Hoje vi uma notícia no telejornal (SIC, 22:00) daquelas MUITO parvas. Alerta-se para o perigo do aumento da pedofilia com o lançamento da terceira geração de telemóveis. E, através de gráficos, estabelecia-se uma relação entre a Internet e o aumento do número de casos de abuso e de pedofilia.

Alguem hoje me sugeria que pegasse no tema para o Expresso. Recusei. Para mim, é o equivalente a fazer uma notícia dizendo que «a abertura da autoestrada para o Algarve, há dois anos, fez aumentar o número de casos de pedofilia na região», ou «a A2 é um perigo pois vai facilitar às redes pedófilas o contacto com os miúdos e jovens do Alentejo e Algarve».

É uma parvoice pegada.

O aumento do número de casos está bem documentado. Resume-se à forma como hoje a sociedade encara o assunto. Há maior abertura e sensibilidade. As vítimas já não se escondem, envergonhadas. Idem aspas para os casos de violência doméstica. Fazer notícias destas é de uma irresponsabilidade tremenda. E é dar cobertura a associações e organismos que, com a capa de defenderem os abusados, a sua finalidade objectiva é desvirtuarem, através da banalização transversal, o progresso da sociedade e dos seus mecanismos defensores (Leis, polícias, políticas).

É como a droga. Houve uma campanha, ainda no tempo do fascismo, intitulada "Droga Loucura Morte". Querem saber? Foi essa campanha que me levou a querer fumar um charro! O que nos levaria à discussão sobre a actual campanha do Estado português com a publicidade nos maços de tabaco. Mas fica para depois, hoje chega esta: tenham muito cuidado, a Internet e os telemóveis são responsáveis pelo aumento da pedofilia! Deixem de usar a Internet! Não comprem 3G! Odeiem a Internet! Não odeiem os maus jornalistas, não procurem responsabilidades nos suspeitos! A culpa não é dos suspeitos! É da Internet!

Posted by pTd at 11:30 PM | Comments (12)

Mourinho e FCP

Mourinho treinador do ano. De acordo. Entrevista à SIC: «o FCPorto é a melhor equipa portuguesa». De acordo. Vai ganhar o campeonato, muito provavelmente. Merecidamente para eles. Infelizmente noutra perspectiva (que nada tem a ver com o merecido sucesso portista, atenção): até Junho o futebol português não vai ter piada nenhuma. Resta-nos seguir o espanhol e o inglês -- onde não apenas há grandes jogos, belíssimos golos, como também há emoção em cada jornada.

Posted by pTd at 11:06 PM | Comments (3)

janeiro 08, 2004

Um dia a democracia portuguesa

também terá anúncios como este, os grupos de pressão vão sair dos campos de golfe, salões e igrejas e praticar as suas acções às claras, como este, e até haverá defensores das liberdades individuais como este meu amigo. Um dia... se ainda houver país. Eu já não devo estar cá para ver. (links via BarlowFriendz)

Posted by pTd at 12:08 PM | Comments (11)

Viagens "abreu" durante o próximo Europeu :)

Devido ao grande cartaz turístico de que Portugal gozará em 2004, eis o tipo de sugestão para rotas turísticas realmente apelativas. Obrigado Ron! (via Von Freud)

http://aolanche.blogspot.com/2003_11_01_aolanche_archive.html#106859958434378960

Posted by pTd at 12:18 AM | Comments (1)

janeiro 07, 2004

O Barnabé bem que podia fazer parte da equipa do Gato Fedorento

Com entradas como esta, que deitam uma pessoa ao chão a rir-se alarvemente, Daniel Oliveira ainda é chamado a dar uma mãozinha ao Gato!

http://barnabe.weblog.com.pt/arquivo/052468.html

Posted by pTd at 09:13 PM

weblog.com.pt: donativos

Depois de muita resistência, hoje acabei por abrir uma página para quem pretender auxiliar no pagamento das despesas do projecto weblog.com.pt. Que, como sabem, é amador, não tem subsídios de espécie alguma e continua a bater recordes de audiência :) e tráfego :(
Não é uma colecta nem um peditório. É uma simples página de donativos.

Posted by pTd at 09:00 PM | Comments (8)

janeiro 06, 2004

Bahahahahahahahah!

Ehehehehehehehehehehe! Ihihihihihihihihihi!!! Muahahahahahah! G-e-n-i-a-l!

Posted by pTd at 04:54 PM | Comments (5)

Blogs de A a Z

O segundo conteúdo Premium já está disponível. É uma reportagem com quatro capítulos que "viaja" pela blogosfera, explica alguns "palavrões" como "feeds" ou XML, descreve alguns serviços, refere os índices e termina com uma lista de utilitários. Excertos na entrada estendida. Preço: 0,20 USD, cerca de 0,16 euros.

Blogues de A a Z

2003 foi o ano da diáspora dos blogues portugueses. 2004 será o ano da consolidação da blogosfera. Um guia para acompanhar o futuro.

Audiências: Dezembro teve menos actividade blogueira, tanto na emissão (posts) como na leitura (audiências). Segundo os números consultados pelo EXPRESSO, os principais blogues portugueses perderam um terço dos leitores no último mês e meio. É cedo para arriscar afirmar se se trata de um mero reflexo de cansaço, pontual e influenciado pela época natalícia, ou de uma tendência. O aumento da leitura através de sindicância (ver feed) contribui para baixar as médias, pois escapa aos sistemas estatísticos. Certo é que a maioria dos leitores são também autores. E que pouca gente fora da blogosfera lê blogs. Calcula-se que haverá em Portugal entre 4.000 e 7.500 leitores regulares.

[...]

Serviços

Typepad: O Rolls-Royce dos motores de blogs, o mais avançado sistema, baseado no extraordinário Movable Type e desenhado pelos mesmos autores. Teve um arranque discreto mas em 2004 dará cartas no mercado mundial de blogs. Menos simples que o Blogger, atrai nesta fase sobretudo os bloggers que já dominam os conceitos. Ponto fraco: como o Blogger, está em servidores distantes, o que tem custos em termos de tráfego. Trial de 30 dias gratuito, findo o período é necessário pagar um fee mensal para continuar (www.typepad.com).

[...]

Utilitários

Geourl: Muitos bloggers gostam de mostrar a sua localização geográfica, que permite também ver de quem são vizinhos na vida real. É grátis e simples de instalar (www.geourl.org).


A aquisição desta reportagem é fácil. E barata: apenas 0,20 USD, ou pouco menos de 0,16 euros. Use o link abaixo para adquirir a versão PDF, que poderá guardar no seu computador e imprimir.

Posted by pTd at 01:50 AM | Comments (6)

Chegaram os micropagamentos

(Este texto, publicado no Expresso a 6 de Dezembro último, abre-nos uma porta sobre o futuro do pequeno comércio na web).

Previstos pelos profetas da Era Digital, os micropagamentos pareciam um dos seus clamorosos erros. Até agora.

No dealbar dos anos 90 os visionários da Era Digital, a começar pelo professor do MIT Nicholas Negroponte, vislumbraram uma Internet onde os conteúdos e serviços seriam pagos directamente pelo utilizador através de sistemas de micropagamentos, os famosos nanobucks. Na teoria, a leitura de um artigo de jornal, por exemplo, custaria irrisórios cêntimos e bastaria um clique para consentir a segura transacção; o leitor escusava de pagar pelo produto inteiro (o jornal, o livro) quando só queria ler um ou dois artigos ou capítulos. Um sonho para consumidores - menores preços para escolhas mais certeiras - e para autores - maior liberdade face à concentração em editores, intermediários demasiado bem pagos para o gosto geral.

Quis o rumo da Internet que o sonho não passasse à realidade e os micropagamentos foram arrumados na gaveta dos clamorosos erros de avaliação dos gurus. Dois factores foram responsáveis. Nunca se encontrou tecnologia efectiva para as micro-transações, ou pelo menos alternativas decentes; os custos por transacção abaixo dos cinco euros são desencorajadores e abaixo de um euro são proibitivos.

Mas, quiçá mais importante, a orientação comercial que a Web tomou a partir de 1996, com toda a excitação eufórica que levou aos boom e crash da dita Economia Digital, tornou os conteúdos e serviços de acesso gratuito e financiado através do modelo publicitário. O público habituou-se ao grátis e até hoje a Internet continua a ser sinónimo de borla, apesar de existirem cada vez menos conteúdos gratuitos e aumentarem os modelos de assinatura. Os sinais de mudança são evidentes: o comércio electrónico já não é uma coutada dos grandes como a Amazon, tendo surgido no último ano dezenas de lojas de pequena dimensão e diversidade de modelos, mas todas elas com histórias de sucesso provando que o público começa a estar receptivo.

Há vários players em acção neste mercado e o capital de risco começou a jorrar, mas a liderança pertence para já à BitPass (www.bitpass.com). Referenciada discretamente em 2 de Setembro na Slashdot (www.slashdot.org), sofreu um forte impulso quando dois autores aderiram ao projecto ainda em fase de testes. Scott McCloud, autor de "Reinventing Comics" (disponível na Amazon.com) e figura de proa das novelas ilustradas em formato digital, passou a vender por 25 cêntimos o seu "Right Number" em www.scottmccloud.com, usando o BitPass. O EXPRESSO comprou a novela ilustrada e animada em formato Flash, confirmando a facilidade do sistema BitPass: foram gastos menos de dois minutos entre carregar no botão de intenção de compra, inscrever uma nova conta no sistema (a maior parte do tempo foi consumido neste processo, que só se efectua uma vez), voltar ao sítio e descarregar o item adquirido.

[Nota posterior: o meu entusiasmo com o sistema BitPass levou-me a adoptá-lo no meu próprio blog/site para uma experiência de venda de conteúdos digitais a baixo preços. Veja a secção Premium]

Também o filme de culto "Nothing So Strange", uma ficção sobre o assassinato de Bill Gates que despertou grande entusiasmo nos circuitos de cinema alternativos dos Estados Unidos e boas críticas nos melhores jornais, passou a estar também à venda no website do seu realizador, Brian Flemming (www.nothingsostrange.com), por três ou cinco dólares, conforme a qualidade desejada. Flemming contou a história de sucesso noutra thread do Slashdot, dois meses depois. Em síntese, o dinheiro obtido com a venda online vai permitir financiar uma edição em formato DVD. E o seu filme mereceu destaque na edição de Novembro da revista Wired, por ser o primeiro filme open source da História.

A BitPass recolheu admiração da comunidade nerd da Slashdot, conhecida como um verdadeiro laboratório de teste a ideias. As vozes críticas dos micropagamentos diminuiram. Vêm de vários lados os exemplos de que «os tempos mudaram definitivamente e o mercado está pronto», como afirmou Ron Rivest, investigador do MIT e co-fundador de outro player deste mercado, a Peppercoin (www.peppercoin.com, que obteve 4,25 milhões de dólares de financiamento privado em 30 de Setembro último). O mais citado é iTunes (www.itunes.com), serviço de download de músicas da Apple onde uma canção custa menos de um euro. Não é um sistema de micropagamentos, funcionando com base na subscrição - mas o seu surpreendente sucesso é tido como prova de que o público está disposto a pagar por conteúdos online. Músicos e outros autores, sobretudo de banda desenhada (tiras fixas ou novelas animadas), estão a usar um número crescente de lojas online baseadas em subscrições, como a Magnatune (www.magnatune.com), ou em pay-per-view como a RedPaper.com. Esta concentra principalmente poetas, escritores, jornalistas e ensaístas que vendem os seus conteúdos sob diversos preçários, havendo casos em que são os leitores a definir o custo de cada item através de um sistema de votação de qualidade.

Por tudo isto, as atenções recaem agora sobre a BitPass e os seus micropagamentos de até um cêntimo. Nicholas Negroponte está prestes a ser vingado.

Posted by pTd at 01:47 AM

janeiro 05, 2004

O Mora não merecia!...

O FC Porto não mereceu vencer este jogo contra o Rio Ave. Não fez por isso. Nem parecia a máquina de futebol que nos habituámos a ver. Mas sobretudo o guarda-redes do Rio Ave, Mora, não merecia este golo. Foi um herói. Pelo esforço, a sua equipa merecia o pontito roubado nas Antas. Azar. O futebol é assim.

Posted by pTd at 11:06 PM | Comments (8)

Directamente de Marte: ah, isto sim, é um moblog!

As imagens do Surveyor e do Spacecraft no site da Nasa são um espanto! Directamente de Marte para a blogosfera! Com panorâmicas de 360 graus. Com tudo, vão a correr! Agora já deve estar tudo bem -- os servidores da Nasa nunca tinham levado com tanta carga em cima, foram 109 MILHÕES de hits no dia da aterrisagem! (via bOING bOING)

http://photojournal.jpl.nasa.gov/targetFamily/Mars

Posted by pTd at 05:54 AM

The Tao of Mac - cada vez mais zen

O Rui Carmo é meu leitor/opinador assíduo, mais que eu dele -- o que vai mudar em breve quando chegar o meu Mac :) Também por ser escrito em Inglês, o Tao é um blog/site de grande tiragem. Mas sobretudo pela larga experiência do Rui e pela sua interessante prosa.

http://the.taoofmac.com/space

Posted by pTd at 01:57 AM

janeiro 04, 2004

O problema da Netcabo

A TV Cabo, grande operador de Internet do país, tem vários problemas -- como qualquer empresa, pessoa, organização. Uns de índole técnica: a Internet é mais complexa do que aparenta através destas maravilhas chamadas browsers. Outros de índole política: faz parte de um grupo com interesses em muitas áreas.

Mas o seu principal problema é de imagem -- e estou à vontade para o dizer publicamente pois já o disse a quem de direito. Vamos lá a ver.

A Netcabo teve um arranque maciço, extraordinário. Foi a TV Cabo que "deu" a banda larga aos portugueses com a Netcabo. Directamente e indirectamente, estimulando a concorrência. Primeiro no cabo, depois no ADSL. A Netcabo balizou o caminho. Para o bem e para o mal. Falemos deste, que daquele ninguém quer saber, como é costume dos portugueses.

A ânsia de provar que era possível dar Internet pelo cabo a centenas de milhar levou a Netcabo a ter de início (e ainda hoje...) uma política publicitária agressiva e apontada ao mercado residencial. No princípio, claro, teve imensos problemas de crescimento. Pura e simplesmente, o número de clientes -- e por conseguinte o tráfego, as situações-limite das máquinas e da própria estrutura de cablagem -- avançava mais depressa do que a capacidade da infraestrutura técnica e humana encarregue da área Internet.

Isto deu origem a uma inundação de reclamações. A maioria justas.

Com o passar do tempo a Netcabo foi melhorando paulatinamente o seu serviço e hoje tem níveis aceitáveis de qualidade do dito. É em muitos casos superior (pudera, também tem maior experiência) à concorrência. Entre Julho de 2002 e o Verão de 2003, o primeiro ano da expansão do ADSL, pudemos assistir ao mesmo tipo de reclamações que assistiramos antes com a Netcabo. Hoje os serviços ADSL subiram muito os índices de qualidade. É a vida. É a lei do crescimento.

Porém, a imagem do pioneiro maldito que se colou como uma segunda pele à Netcabo nunca se desfez. Hoje, ao mais leve sinal de que algo não está bem, logo surgem frases como «vários ISP, e nomeadamente a NetCabo, têm impedido os seus clientes de aceder aos blogs alojados no Blogger».

São frases excessivas. Nem os ISP "impedem" acessos assim desta maneira, nem a Netcabo merece que se reclame impensada e reflexivamente. Parecemos cães de Pavlov: quando a net vai abaixo, a culpa é da Netcabo.

Se julgam que estou a defender a empresa, desenganem-se. Não sou funcionário nem me deram nenhuma procuração. Nem tenho sequer acções no Grupo PT (não tenho acções algumas, aliás). De resto tenho um passado de grande crítico à PT, no tempo em que a empresa detinha o monopólio das telecomunicações neste país, e desde esses anos -- meados de 90 -- que sofro com isso. Dito friamente: eles não me gramam nem com molho de tomate. Só o facto de ter alguns amigos entre o staff técnico do Sapo, e uma colaboração episódica com elementos da TV Cabo, me tem valido um pouco, ultimamente, para amenizar a tensão. Um pouco.

Ao longo dos últimos dois anos, por dever profissional, acompanhei os foruns de debate e os sites de queixas. Assisti à evolução da qualidade de serviço da banda larga em Portugal através deles. Posso afirmar taxativamente que a maioria das queixas eram válidas há dois, três anos e hoje a maior parte perdeu pura e simplesmente a validade. Noto no entanto que sobrou esse reflexo crítico.

Quanto à TV Cabo, fez algum esforço no sentido de melhorar as suas relações com os clientes. Pessoalmente, considero que devia ter feito um esforço maior tanto nesse campo como noutro: o da imagem pública do produto Netcabo. Mas não sou eu quem estabelece (bahahahha!) as prioridades de gestão da empresa. E a prioridade da TV Cabo tem sido -- e ainda continua a ser -- crescer. Logo, só se pode queixar de si própria quando assistimos a este espectáculo de ter de pagar custas de despesas que não são culpa sua...

Mas penso também -- e este texto é um apelo -- que faz falta da parte do consumidor maior seriedade na abordagem aos problemas. Sei por experiência própria que os serviços técnicos da Netcabo caem hoje em cima dos problemas mais vezes e mais depressa do que antigamente -- e mais vezes e mais depressa que os serviços técnicos de muita concorrência, que por pudor não menciono.

Vem tudo isto a propósito de um novo "apagão" do Blogger que durou entre sábado e domingo e mereceu larga discussão pela blogosfera. Aqui (o vento lá fora) tornou-se involutariamente num dos centros de discussão nesta entrada, onde podem seguir não apenas as opiniões directa mas também muitos links (trackbacks) para blogs onde o assunto foi tratado. Detalhes técnicos mais gerais sobre uma das hipóteses para o apagão (os famigerados transparent proxies) são discutidos nesta thread do Gildot.

Apenas uma adenda final para a questão dos proxies: desde que há World Wide Web que se usam proxies. É aliás uma das formas de melhorar o desempenho da rede, em determinadas circunstâncias, e os chamados power users fazem-no configurando o browser à medida das necessidades. Noutras é uma arma de gestão que permite poupar banda. Em caso algum se pode falar de censura através de proxies. Não está lá ninguém dentro dos proxies, com um ar maldoso, a dizer que endereços passam agora e que endereços são "bloqueados" ;) Não sejamos tão infantis.

O capítulo proxies é debatido há longos, longos anos -- como podem apreciar na citada thread do Gildot. Até hoje li as opiniões de muitos técnicos, nerds, hackers e outros habitantes da net e ainda não vi nenhum consenso.

E por hoje é tudo.

Posted by pTd at 11:10 PM | Comments (11)

Não são os meus links que falham...

... é mesmo o Blogger que está nas couves. São 2:02 e há uns bons 15 minutos que não vejo nenhum blog deles, vou sempre parar a new.blogger.com. Fica o aviso -- e não vejam nisto mais um ataque ao Blogger, porque não o é. É apenas uma informação à meia dúzia dos meus leitores que, como eu, usam (o vento lá fora) como uma bookmark-list. Os links estão saudáveis.

Posted by pTd at 02:04 AM | Comments (25)

janeiro 03, 2004

Guerra Carneiro ou ainda os serviços públicos

Eu a acabar o texto anterior, a revê-lo já no blog e eis que, graças ao meu feed do Público, sei da notícia (que só leria eventualmente depois de amanhã nos jornais, reparem na hora) do falecimento de Eduardo Guerra Carneiro. Um bom jornalista, um camarada espectacular (que tive a sorte de ter em duas Redacções), um bom prosador e, dizem, um bom poeta. Caiu, diz a notícia. Suspeito que sei em que condições, mas isso fica entre eu e ele. Mas -- fonix -- o Baptista Bastos afinfa com cada elegia fúnebre que um gajo até treme. Camarada Eduardo, merecias melhor aviador da Prosa Final. Um abraço fundo. Não te esquecerei.

Posted by pTd at 04:09 AM | Comments (2)

Serviços públicos... NOT

Bem sei que devo ser o único maluco a usar estas coisas. Mas nunca me incomodou. A mim dá-me jeito -- e o meu blog é, em primeiro lugar, uma parte do meu dia a dia de trabalho e de lazer, em segundo lugar o meu arquivo, em terceiro lugar o meu laboratório e, finalmente, uma leitura para algumas pessoas que fazem o favor de me aturar. Vem isto a propósito da "inauguração", há minutos, de mais um XML feed: o do Público online. Está ali no fundo da coluna da direita.

Tal como o feed do Abrupto, que está mais abaixo e ainda tem uns bugs, tem o meu dedo -- não é gerado por quem devia prestar esse serviço público à comunidade, ou seja, pelos respectivos proprietários. Também não tenciono divulgar (excepto aos outros dois malucos que, como eu, preferem ler os blogs por sindicância, em vez de se cansarem e gastarem banda a navegar...) os endereços onde publico estes dois feeds :) Uso-os no meu blog e puxo-os para o meu desktop, onde me dão jeito.

Um e outro são actualizados aos 10 minutos de cada hora do dia e insertos no blog cinco minutos volvidos. Ao lume estão os feeds da Lusa e da TSF. E mais não digo :P

Posted by pTd at 03:56 AM | Comments (5)