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maio 30, 2004
Recado
Regresso à Ovelha Negra. Foi uma noite divertida. Como eu queria e precisava. Bebi, ri-me, ri-me e bebi. Entre amigos/as. No fim o que resta é esta amargura de ti. Esta solidão.
Posted by pTd at 04:29 AM
maio 27, 2004
Parabéns
Foi um sofrível jogo de bola. Mas as finais têm muitas vezes essa particularidade. E pouco importa. O caneco não foi conquistado num jogo mas numa época brilhante na qual o FC Porto nos brindou com alguns jogos soberbos. Está a equipa de parabéns pela época e a Champions representa a cereja em cima do bolo.
Também não concordo com os que por aí dizem que foi um mau jogo de futebol. Não foi. Sem deslumbrar, a equipa do FC Porto jogou no entanto ao seu estilo. Inteligente. Mesmo sem a posse de bola de que tanto gosta, soube respeitar o adversário, aguentar a pressão. Esperar. E nas oportunidades fez os golos. Não foi mau; foi sofrível.
Teve uma pontinha de sorte (de ressaltos nascem dois golos), é verdade e os jogadores e o treinador disseram-no. Disseram-no com sinceridade. A sorte faz parte do futebol. Mas só tem sorte quem a procura. E o FC Porto procurou-a. Mais: mereceu-a. Não a enjeitou (e para isso é preciso ser bom profissional).
O futuro. Mourinho sai e os portistas, à excepção notória do seu presidente, aceitam. Sabem o que o seu presidente parece ter esquecido: o apito final do jogo de quarta-feira marca o fim de um ciclo irrepetível. Mourinho conquistou com esta equipa, neste ciclo, tudo o que havia para conquistar. Que espécie de época poderia ele fazer a seguir no FC Porto? Repetir a dose das duas últimas seria a fasquia mínima (ninguém aguenta uma fasquia dessas, nem mesmo Mourinho). Ora, um treinador tem o dever profissional de ambicionar novos desafios. O FC Porto neste momento não é um desafio para Mourinho (talvez um dia volte a sê-lo). E depois ele próprio QUER sair. Não há nada pior do que ter um treinador (ou um jogador) contrariado. Não funciona, ponto final.
E porque é que afinal o presidente do FC Porto está de mal com Mourinho? Foi por ele ter aberto a boca antes, de forma deslegante? Ná. Mourinho já foi deselegante noutras alturas (é uma imperfeição ou um traço de carácter? Não sei).
Cá para mim, que nem sou portista, é tudo uma questão de vaidade. Este foi o primeiro ciclo da era Pinto da Costa em que a figura de maior protagonismo nas Antas não foi o presidente mas sim o treinador. As vitórias das duas últimas épocas ficam mais associadas ao nome de José Mourinho do que ao nome de Pinto da Costa. E isto é algo que P. da C. não tolera.
Adiante. Os jogadores passam, os treinadores passam, até os dirigentes, por mais influentes que sejam, passam à história num período, num parágrafo ou num capítulo, consoante a respectiva importância. No futebol o que fica é o clube e o seu palmarés. O do FC Porto enriquecido desde ontem com um dos mais cobiçados troféus.
Posted by pTd at 09:19 PM | Comments (2)
maio 26, 2004
Delirium tremens
Um tal de Marcelo Rebelo de Sousa (não confundir com o Marcelo Rebelo de Sousa professor, analista político, ex-presidente do PSD e figura sobejamente conhecida) criou um blog com o título de Evidências Opacas. Foi por muitos de imediato saudado o ingresso de Marcelo Rebelo de Sousa na blogosfera -- até aos primeiros posts: depressa se percebeu que era uma pessoa MUITO diferente.
Ora, "este" MRS tentou atacar-me e ao Luís. Responsabiliza-nos, entre outras coisas, de termos escrito o Blogs movidos pelo intuito do lucro. Não foi esse o intuito principal, mas sim, está subjacente à ideia de publicar um livro a remuneração desse trabalho. Das vendas dos primeiros seis meses recebi pouco mais de 500 euros. Fiquei rico, tanto que até vou casar... ROTFL
Contém uma imprecisão factual: afirma que os blogs referidos no livro são de amigos. Apesar de a afirmação ser imprecisa e pretender denegrir a obra, é realmente meia verdade -- o que muito me agrada, de resto: em alguns, poucos, casos os respectivos autores acabaram DEPOIS da publicação do livro por se tornar nossos "amigos", a par de dezenas de outros bloggers que não são citados no livro.
Diz mais umas merdas sem sentido algum. Dá para perceber que este MRS quer notoriedade à força. Por mim já contribui com os meus two cents linkando-o... Sempre quero ver se tem estaleca para se aguentar à bronca com o que vai escrever... Elaborar e aguentar uma polémica não é para qualquer caralho armado em mauzão. Mas os blogs também servem para isto: ver quem tem talento e é capaz de fazer alguma coisa com ele.
Diz ainda que foram «estes tipos» (eu e o Luís) os «principais incentivadores» do «actual modelo em que se encontram os blogues nacionais». Na minha incomensurável modéstia tomei a frase por um cumprimento desnecessário... Não me considero assim tão poderoso e basta comparar os índices de leitura do meu blog (para não mencionar os conteúdos) ou até do livro com as estatísticas de outros bloggers bem mais influentes que eu e o Luís juntos para se perceber que MRS está a alucinar.
Finalmente invoca um episódio caricato e já estafado de desmentido para afirmar que «estes homens deveriam ser os primeiros» a vir a terreiro «defender a continuidade dos blogues depois da questão que se tem levantado em acabar com os diários electrónicos. Alguém leu ou viu algo que estes senhores tenham escrito em defesa dos blogues?».
É óbvio que "este" MRS não lê o meu blog. É claro que "este" MRS não passa de um idiota mal intencionado e absolutamente desfasado da realidade da blogosfera e da internet em geral.
Acabo com a transcrição do seu último período: «Como eu não lhes devo nada, cá continuarei a escrever no meu blog aquilo que me vai na alma. Tenham um bom dia». Passe bem e, se não for um caso perdido para a Medicina, trate-se homem.
PS: Não comentei o post "deste" MRS no blog dele por duas razões: além de manipulador de posts, apagando-os do arquivo ou substituindo-os por outros, também censura os comentários dos leitores. São direitos (ou inabilidades?) que lhe assistem mas a mim desagradam-me.
PS2: Cada um é livre de fazer o que lhe aprouver mas por mim o assunto morre aqui. Espero que não se levante qualquer onda a propósito deste incidente: nem "este" MRS nem eu nem o Luís merecemos.
Posted by pTd at 05:11 PM | Comments (22)
Ó pra mim
Nos últimos 11 meses (desde que tenho estatísticas) este blog teve 189.958 visitas, 350.094 páginas lidas, 1.023.727 de hits. Abril foi o meu melhor mês com 27.355 visitantes que leram 50.933 páginas. O dia 12 bateu o recorde com 1.460 leitores o o dia seguinte viu o maior número de páginas lidas, 2.897.
Não me comparo ao Barnabé: 417.428 visitas e 679.076 páginas lidas desde 10 de Setembro, julgo que é o campeão de audiências da blogosfera. Mas não há comparação possível: o ritmo daquela equipa é difícil de igualar e o humor ainda mais.
Contente, dirão? Bah. O meu blog sou eu, a minha memória. É bom ter leitores, mas não tenho uma estratégia para os cativar. Pelo contrário: a minha truculência e palavrão fácil só os podem afastar. Nem tenciono, pelo menos neste blog, que sou eu e as minhas memórias de mim. Faço esta reflexão sobre leitores porque parece que está na moda: hoje li uma boa dúzia de blogs e ou bloggers todos ufanos dos seus resultados e decidi ver os meus.
Hum... ainda se me pagassem à linha...
Posted by pTd at 05:37 AM | Comments (4)
Bués positivo, pá, iá!
Acidentalmente cliquei num dos links que leva ao Portugal Positivo (não linko já perceberão porquê). As insónias dão nisto: dei outra vista de olhos.
Depressa conclui que a iniciativa está completamente desenquadrada do meio onde se iniciou (a web). A secção "Artigos publicados e revista de Imprensa" não apenas ignora em absoluto os blogues, esse imenso espaço de opinião onde de resto o Portugal Positivo foi comentado até à náusea, como se limita a reproduzir in situ os artigos de Imprensa citando a fonte e omitindo qualquer hiperlink.
Outra das maiores qualidades do meio, a interacção emissor-receptor (seja por foruns seja por comentários em cada artigo), foi igualmente absurdamente posta de lado.
O website do Portugal Positivo é um website negativo. Morto. Sem chama. Sem apelo.
Ó Pedro, no que te foste meter, amigo? Explicas-me isso num almoço um dia destes? É que não parece teu...
Posted by pTd at 05:04 AM | Comments (1)
maio 25, 2004
Super Pop limão
Segundo a nova enciclopédia da cultura jovem (a minha filha), o que está a dar, vá-se lá saber porquê, é partir vidros e tomar banho.
A Pink tem uma canção chamada don't let me get me e no respectivo video parte um vidro e a Avril fez uma música chamada don't tell me em cujo video também parte um vidro. Isto por um lado. Por outro anda tudo com a mania de tomar banho em público. Esta, confirmei com meia hora de MTV, enquanto comíamos a tradicional pizza de terça-feira: em aproximadamente quatro em cada dez clips o/a respectivo/a artista refasteleva-se numa bela banhoca de imersão, as diferenças eram os adereços das banheiras, enquanto cantava a sua musiqueta.
[Pessoalmente considero muito útil à educação dos adolescentes esta recorrência ao banho. Muito útil. Embora de efeito duvidoso, diz-me o meu nariz sempre que vou buscá-la à porta da escola...]
Fiquei também a saber que há uma distinção entre, por exemplo, Eminen e Christina Aguillera: esta não passa de uma pop-teen enquanto ele, como rapper, é situável no rock. E a forma como a minha filha entoou pop-teen e rockfez-me desconfiar que ela já se identifica com este último. Os seus favoritos são Limp Bizkit e Linkin Park (catalogáveis no rock, definitivamente-- para mim são até mais que isso, são os descendentes directos das linhas hard rock e punk) e já passou à história a paixoneta por Aguillera e Lopez (que não passam de pop-teen).
Enfim. Vou-me cultivando :D
Posted by pTd at 10:06 PM
maio 22, 2004
Quem, eu?

What Kind of Drunk Are You?
Brought to you by Rum and Monkey
[thanks, filosófico ;) ]
Posted by pTd at 04:43 AM | Comments (4)
E pronto, era uma vez uma porrada de boas intenções...
Vasco Pulido Valente partiu a loiça toda na conferência de Imprensa que era suposto marcar o arranque da tal campanha Portugal Positivo. Citar é neste caso um exercício supérfluo: teria de citar TODO o artigo, pelo que é melhor lerem o original: "Se Há Alguma Coisa de Que Nós Precisamos É de Menos Auto-estima".
Obrigado, camarada Vasco, pá! Sublinho com euforia CADA UMA das suas sábias palavras! E vou a correr tomar dois Xanax 0,50 a ver se me baixa a taxa de auto-estima, que furou o tecto depois de ler o seu retrato de Portugal nos últimos séculos!
(Obrigado ao Miguel pela dica; tal como ele «senti-me representado» por VPV -- e não foi a primeira vez.)
Posted by pTd at 03:34 AM | Comments (6)
maio 21, 2004
Que horas são?
Agora está na moda os relógios nos blogues. Ou sou eu que acordei mal disposto, ou ele há coisas supinamente irritantes. Vá onde quer que vá, acham que eu chego ansioso a perguntar: que horas são? Como se os nosso PCs não nos mostrassem permanentemente a hora certa. Não. Agora, até as horas tenho de ir ver aos blogues.
Posted by pTd at 01:52 AM | Comments (9)
Fiquei siderado, fonix!
já tinha ouvido falar disto, mas pensei cá com os meus botões que era piada. Hoje descobri o site. E li O que é o Portugal Positivo. Fiquei siderado. Transcrevo: «O que pretendemos?
Promover uma iniciativa de que ninguém pode dizer mal: visa refazer a auto-estima e a apreciação própria dos portugueses. Não é tarefa de alguns, mas de todos.
Estamos fartos de ouvir dizer mal. Existe um Portugal Positivo. Queremos saber dele. Queremos falar dele. Queremos conhecer as boas iniciativas e as inovações. Queremos conhecer os sucessos, as fortes competências, as boas ideias e os seus protagonistas. Há excelentes empresas, óptimas organizações, brilhantes técnicos, grandes investigadores e cientistas.
Vamos conhecê-los e divulgá-los. Para um Portugal em que sintamos orgulho.».
Cum cacete! «Promover uma iniciativa de que ninguém pode dizer mal» é só a pior maneira de abrir um manifesto com aqueles nobres objectivos!
Destaco esta estocada do Barnabé: Portugal positivo Desculpem a ignorância - estão a falar de Sida? (Celso Martins)
Agora a minha: um golo decisivo de Deco (reparem na subtileza da escolha...) nas meias finais do Europeu, mesmo que seja com a mão, o ombro, em falta ou o raio, fará mais pela autoestima dos portugueses que o chorrilho de lugares comuns e disparates avulsos que entretanto sairem daquela "campanha INDEPENDENTE movida pela sociedade civil".
Sorry lá, prof. Marcelo: demito-me dessa "sociedade" à qual me querem obrigar a aderir bovinamente.
Posted by pTd at 01:18 AM | Comments (5)
Muahahahahahah!
É mesmo de gargalhar até alguem ter de vir dar uma palmada nas costas! Eu à baliza (Ricardo)? Muahahahahahah! Ganda selecção do Adufe! "Porra Portugal!"!
Posted by pTd at 12:55 AM | Comments (3)
Ainda a água e Alqueva (e não, uma coisa não tem a ver com a outra, por estranho que pareça)
Em comentário a Quem mete qual água onde João Gomes perora-me: «Mesmo que estivessemos no antepenúltimo suspiro deste planeta, temos o privilégio e o dever de começar a lutar, hoje e agora, pela protecçao intransigente da Natureza.».
Eu não desdigo tal coisa, naquele post ou em lado algum pelo contrário ;) as minhas observações destinam-se a chamar a atenção para o assunto e a minha ironia tem a função quase exclusiva (quase porque ok, confesso, sou intrinsecamente irónico...) de irritar os leitores e levá-los a ir mais fundo.
E indo mais fundo, o Vistas na paisagem, de João Gomes, tem uma entrada de 6 de Maio importante sobre o Alqueva. Ora leiam Alqueva - Um acto de pura violência gratuita em curso, se fáxavor...
(Em síntese: Alqueva = energia cara e desnecessária, ecologistas dixit. Água? Mas alguem falou em água?? E no entanto, corrige-me Isabel se estiver enganado, a água era a ideia central dos primeiros projectistas de Alqueva, há muitas, muitas décadas atrás numa galáxia far far away...)
Posted by pTd at 12:48 AM | Comments (1)
maio 20, 2004
Devo ser o único...
... português a concordar por inteiro com a lista de 23 escolhida por Scolari. Fez até o que eu secretamente esperava: convocou Moreira. O meu eleito é Quim, até mais que Ricardo (e ponho de lado o meu sportiguismo nisto). Mas... não me admiraria que Moreira pudesse ascender a número 1, até gostava! Depende da ousadia de Scolari e também da forma como escolher o quarteto defensivo e os médios-tampão. (Efectivamente, se Moreira é o guarda-redes do futuro, porque não pode o futuro começar já? Deverá ele assim tanto em matéria de experiência a Ricardo? Enfim, é uma decisão bem difícil e confio em Scolari.)
Tenho pena de Luís Boa Morte, mas também acredito mais em Hélder Postiga, há nele qualquer coisa por saltar cá para fora... pode ser que seja, espero que seja!, este Junho. Absolutamente nenhuma dúvida quanto aos 23, agora é fazer bem o onze e sobretudo aquela linha média, com Deco a titular e Rui Costa no banco pronto para fazer 20, 25 minutos de alto nível quando e se fôr preciso. Por favor, senhor seleccionador.
Ah, não posso esquecer: saúdo com grande canecão de Superbock o regresso de Maniche!
E por último: «Eu não quero que os portugueses estejam comigo, quero que estejam com a selecção» disse Luis Filipe Scolari. Caro seleccionador, desculpe lá contrariá-lo, mas estou consigo nesta fase e até ao apito inicial. Só então estarei com a selecção.
Posted by pTd at 04:19 PM | Comments (6)
Quem mete qual água onde
Bem, parece que esta semana a ecologia ficou na moda bloguística. O meu texto A ecologia e a política deu (e está a dar) brado, bem como os posts que o precederam e sucederam.
Vários citaram um artigo de opinião do meu ex-camarada Sérgio Figueiredo no Canal de Negócios (Todo mau) sobre a conferência de Imprensa do ministro do Ambiente. Parece que há uma concordância sobre a necessidade da reestruturação do sector das águas, o problema é que ninguém se entende quanto ao que isso significa, política e economicamente.
Curioso... Ainda não vi em lado algum explicações de carácter ambiental ou ecológico para a tal reestruturação... Somos levados a pensar inequivocamente que ela se deve apenas a factores político-governamentais (sobrevivência de Theias à remodelação anunciada) e de favorecimento de grupos económicos (que grupos podem comprar que parte do sector por qual valor, eis as questões em cima da mesa).
Ok. Pergunto eu: e a desertificação do Algarve, onde a escassez de água potável é uma realidade concreta, palpável e sentida localmente em especial em certos Verões? E Alqueva, afinal, é para regar campos de golfe ou levar água potável às populações (não há, que eu saiba, canalização prevista para... o Algarve). Será o sector privado capaz de traçar uma política da água concertada com uma política "urgente" (o termo nem é meu...) de reflorestação do país e ao mesmo tempo negociar em permanência com Espanha, de onde correm os três principais rios portugueses e cujo Sul sofre da mesma ameaça desertificadora que paira sobre o nosso Sul? Ou simplesmente de prosseguir essa mesma política definida pelos governantes, na hipótese académica de estes a conseguirem traçar?
Cada um terá uma resposta e nenhuma resposta serve. Mas tomem lá a minha: um sonoro nah! proferido com o tom do mais absoluto desprezo.
Posted by pTd at 03:52 PM | Comments (5)
maio 19, 2004
Aos trinta e um, dei em vermelho
VERMELHO: Foi a primeira vez que desci a Av. da Liberdade de vermelho, gritando slogans, ao lado das massas populares e cheio de optimismo histórico. Aos trinta e um, dei em vermelho. (Pedro Mexia in Dicionário do Diabo)
http://www.dicionariodiabo.blogspot.com/2004_05_01_dicionariodiabo_archive.html#108484523220719950
Posted by pTd at 11:33 PM
3 em cada 4 eurodeputados usam weblog.com.pt
Luis Humberto Teixeira do Reciclemos (e ele próprio candidato ao Parlamento Europeu) está a fazer um levantamento dos bloggers candidatos a Estrasburgo. Não pude deixar de sorrir ao ler a lista, que logo motivou da parte da minha irmã uma bela frase publicitária. é que dos quatro recenseados até ao momento três têm blog no weblog.com.pt.
Posted by pTd at 11:10 PM | Comments (2)
A ecologia e a política
Motivado por um artigo sobre as florestas e a necessidade urgente (ya... urgente há 50 anos...) de mudar a política florestal portuguesa, O Observador André Abrantes Amaral, escreve: «O desenvolvimento humano passa pela protecção da natureza e pela harmonização da nossa vida com ela. Há aqui um enorme "mercado" eleitoral para a direita.» (link).
Eu não resisti e comentei. Mas como acho o tema propício a polémica, decidi tornar o comentário num artigo. Segue.
Duvido que a direita consiga alguma vez ter preocupações ecológicas - mesmo que quisesse, o que já é duvidoso. Tradicionalmente os partidos de direita são sustentados por uma clientela empresarial que 1) se borrifa de alto nisso das ecologias, que é uma coisa assim de miúdos com crachás ao peito, 2) considera políticas ecológicas uma verdadeira chatisse porque impedem um montão de bons negócios, do turismo à construção civil (o progresso! o progresso! - exclamam sempre, nada pode impedir o progresso!, como se o progresso residisse no cimento), 3) só estudou (a que estudou...) a economia de trazer por casa, o mínimo suficiente para gerir uma empresa sem planos a mais de cinco anos e desprezou um dos principais ensinamentos económicos: a economia É a ecologia.
O único político português do centro-direita que tinha boas ideias foi rapidamente afastado da cena política nacional pelos seus pares partidários pouco depois de as começar a pôr em prática no governo a que pertenceu. Incomodava demais. Era um obstáculo. Um verdadeiro embaraço na hora de ir pedir dinheiro ou apoios aos empresários... Já foi há muito tempo, década e meia, e MAIS NENHUMA alma desse partido se atreveu a invocar o ideário de Carlos Pimenta, a seguir o seu caminho ou a reclamar a sua herança.
O aproveitamento da esquerda dos temas ecológicos é natural: a esquerda aproveita tradicionalmente todos os temas que geram descontentamentos sociais, mesmo (ou sobretudo) os das minorias descontentes. Porém, é necessário levar em consideração que não há uma herança política da ecologia, nem sequer à esquerda. As práticas comunistas, nomeadamente no antigo bloco de Leste, foram de um absoluto desprezo pela ecologia, patente nos altos níveis de poluição de todos os países da ex-URSS e sobretudo na Ucrânia e na Rússia. E falo de poluição irreversível em muitos casos.
O planeta está condenado, é uma questão de tempo. Que me desculpem os ambientalistas, entre os quais me incluo por razões morais, mas o seu / nosso papel está confinado a adiar o inevitável.
A ecologia só será um tema politicamente quente quando o planeta já estiver mesmo nas últimas e a grande massa eleitoral, bem como os políticos dos partidos que tradicionalmente governam, não tiverem outro remédio senão pô-la na ordem do dia e dar um murro na mesa e enfrentar os donos do capital e dos meios de produção. Mas nessa altura será demasiado tarde.
Até lá, tontos como eu poupam na água da sanita e das limpezas (15 minutos de chuveiro escaldante, desculpem, isso ninguém me tira, fonix!), reduzem o consumo de gasolina onde podem e separam zelosamente os lixos (mesmo sabendo que muitas autarquias só têm os separadores porque isso rendeu subsídios europeus porque depois vai tudo junto no mesmo camião para o mesmo sítio...), não deitam o lixo pela janela do carro, pedem o mínimo indispensável de sacos nos supermercados (onde os empregados fazem o contrário para agradar à esmagadora maioria das pessoas que pedem quase um saco por item...) e outras miudezas assim parvas.
Faço-o, fá-lo-ei e incentivo os meus a fazer o mesmo por questões pessoais de moral e de civilidade. Eu sou um cidadão urbano, isso é o que está certo, ponto final parágrafo. Nem por um instante me iludo sobre estar a contribuir para "políticas ambientais". Não alucino uma "política florestal", ou uma "política da água" pela simples razão de saber que não passam de chavões de ocasião para a classe política mainstream.
Insisto na minha: vamos tarde para tais políticas, que deviam ter sido aplicadas há 30 anos o mais tardar. É uma questão geracional. A menos que haja uma revolução ditatorial ambientalista à escala planetária nos próximos cinco anos (estão a vê-la? Eu não) capaz de impôr à força regras de salvação (agora é de salvação que se trata, já não há prevenção ou planificação possíveis), o planeta está ecologicamente condenado. E mais rápido do que julgamos. Se os noticiários prime time fossem capazes de trocar as temáticas da choradeira nacional por investigações imparciais sobre o problema da água, para citar aquele que ultimamente mais me merece reflexão, as pessoas ficariam chocadas.
Dentro de um período de 50 anos o Algarve, ou pelo menos o seu litoral e barrocal, será um deserto inabitável. O meu professor de Geografia do 4º ano explicou-me em traços gerais porquê, isto em 73, 74 -- e desde então assisto ao cumprimento de cada uma das suas profecias e ao agravamento geral das condições, sobretudo o gasto excessivo de água, um recurso natural quase extinto na região, que em breve terá de a comprar fora. Mas HOJE quem quer saber disso?
PS: para amenizar o meu realismo (já sei: o leitor chama-lhe antes pessimismo) devem seguir as pistas do Turing Machine sobre Blogues Ambientalistas. Ao contrário de mim, eles dão-vos a doce ilusão da esperança. E informam dos atentados ao ambiente.
Posted by pTd at 09:55 PM | Comments (11)
maio 18, 2004
A religião no seu melhor...
«A German couple who went to a fertility clinic after eight years of marriage have found out why they are still childless - they weren't having sex.»
Não acreditam? Leiam a notícia aqui!
Posted by pTd at 07:08 PM | Comments (6)
maio 16, 2004
Obrigado a Camacho e Deco
Foram 120 minutos de futebol quente, empolgante. Uma final da Taça de Portugal espectacular proporcionada por três equipas que estiveram ao mais alto nível emocional (o futebolístico nem por isso, como é de resto habitual). Não temamos o lugar-comum: aconteceu futebol, venceu o Benfica. Discordo de Mourinho e acho que a Taça fica bem entregue, o Benfica lutou mais por ela e cometeu menos erros (Jorge Costa teve um erro grosso que condicionou a equipa e muito provavelmente o resultado). Embora realce o exemplar comportamento da equipa do FC Porto que dignificou o jogo elevando ainda mais o seu estatuto de classe. Brilhante do ponto de vista da ocupação de espaços e a enervar o adversário - tática acertada para jogar em inferioridade numérica.
Agradeço estas duas bonitas horas nas pessoas José Antonio Camacho e Deco. Eles representam, em medidas diferentes, o melhor que os dois emblemas colocaram no tapete do Jamor.
Camacho aguentou uma época incrível no Benfica. Conseguiu não apenas gerir mas ganhar uma equipa a partir de um bando desorganizado e desmoralizado de jogadores num ambiente clubístico muito conturbado no início da época. Contra tudo e contra todos, acreditou sempre no sucesso final e fez sempre esse discurso, tanto para fora como para dentro da instituição vermelha. Conseguiu chegar ao segundo lugar e mereceu a Taça. Penso que seria melhor para o SLB a sua permanência, mas percebo (e julgo que qualquer benfiquista entenderá) o apelo do "seu" Real.
Deco foi um exemplo. Está agora um jogador menos quezilento - e os espectadores que gostam de bom futebol agradecem. Carregou a equipa para a frente e para trás, foi mortífero, teve 120 minutos de pernas e pulmão. Um espectáculo à parte dentro de outro. Não alinho no habitual chavão do "mágico". Dos seus pés e cabeça não é magia que sai: é arte. Considero que Deco é feito de talento e classe impura (precisa refinar e parece no bom caminho). Depois dos últimos jogos - e mesmo antes da final da Champions, onde se espera que brilhe intensamente - penso que a sua titularidade na selecção portuguesa para o Euro é um dado adquirido. O seu compatriota que arrume lá o miolo como quiser: deixar Deco no banco será sacrilégio.
(Se Zidane é 19, Figo 18 e Ronaldinho 17, Deco vale os 16 na minha escala de 0-20. Mas Figo e Zidane pouco mais nos darão, ao contrário dos outros dois.)
Uma nota para a "nação" benfiquista. Ao vê-los há pouco na rua, quando atravessei o Tejo para ir levar a minha filha, não pude deixar de sorrir. Lembraram-me os sentimentos no penúltimo título do Sporting, quando já não festejávamos há quase duas décadas. É bom, não é? :D
Esteve bem a Direcção ao manter o luto que pesa sobre o clube. Fica bem. É assim que se é.
Pelo contrário, ficou mal a José Mourinho cascar em Lucídio Baptista. Mesmo considerando que desviar a atenção para o árbitro é uma forma de poupar o capitão Jorge Costa, cujo erro de cometer despropositadamente uma falta grave revela, quando muito, a intranquilidade da sua defensiva naqueles instantes. Um erro infantil que teve mais influência no desenrolar do jogo que a actuação do quarteto de arbitragem, que esteve à altura, para não dizer acima, das actuações das duas equipas de futebol. Jorge Costa é experiente, não é a primeira vez que comete uma gaffe comprometedora e não havia necessidade de justificar o injustificável. O FCPorto perdeu apesar de ter jogado muito bem. Quantas vezes isso acontece em futebol? Porque é que we love this game?
Posted by pTd at 09:32 PM | Comments (11)
maio 15, 2004
teste
entada de teste
Posted by pTd at 04:27 AM
maio 13, 2004
O Pedro sabe o que diz
«Hoje [12 de Maio] é um dia marcante na blogosfera nacional: muitos e muitos blogues, sérios ou a brincar - são iguais, não são? -, tiveram de se retractar das palermices que escreveram baseados num artigo de jornal» (Pedrof, in comentários a Respostas (im)possíveis)
Sem dúvida alguma! Antes de 12 de Maio e depois de 12 de Maio!
Posted by pTd at 05:47 AM | Comments (4)
Retiro alcoólico V (ou a noite da testosterona)
Eu aqui a louvar as belezas ímpares que tornam o bar no mais bem frequentado do país e esta noite, à excepção das queridas barwomen e de uma miúda com um piercing no lábio inferior que bebeu três brancos até perceber que o namorado andava por outros lados, a Ovelha Negra foi marcada pela testosterona (vários graus, if you know what I mean...). Mas foi uma noite divertidíssima na mesma. Depois do dia passado a aviar um inesperado segundo artigo para o Expresso e a cena malaica da "Chacina dos blogs", souberam-me bem a meia dúzia de imperiais, sozinho ou de paleio com uns moçoilos ao balcão.
O nacional-cançonetismo e sobretudo a música género festival da canção anos 60 e princípios de 70, de Abba à Dora, foram o grande tema depois das 3:30, quando a porta fechou porque era evidente que não iam aparecer gajas, ops, clientes. Mas Piaff também, a par dos franceses e acima de todos da Jane Birkin (os gemidos mais eróticos jamais gravados em fita / vinil / whatever) e marido, em Je t'aime moi non plus, se bem recordo o título desse hit de quando eu era menor de 10 e as minhas irmãs namoriscavam os meus futuros cunhados ao som disso e de Otis Redding. Insisti e ficou assente que hão-de marcar uma noite especial festival-da-canção-like um dia destes. Assim haja DJ capaz de alinhar na paródia. By the way, o DJ de hoje finou a noite com Kraftwerk -- para grande alegria minha. E mais não digo: apareçam, fonix. (Agenda pessoal: esta quinta e a próxima semana a partir de quarta.)
Posted by pTd at 05:16 AM | Comments (1)
Frase do dia
«Já não há estagiárias como a Mónica» (Nuno).
Posted by pTd at 12:44 AM | Comments (3)
maio 12, 2004
Onde estava eu quando Carrilho quis fechar o Terràvista?
A propósito da (im)possibilidade de fechar (bahahah) os blogs (muahahahah), o Pedro Fonseca fez-me uma pergunta entre outras. As outras respondi-lhe em sede própria, vejam a troca aqui.
Mas a uma quis responder em texto com maior destaque, dada a sua pertinência e o meu envolvimento. Ei-la: «Deixa-me rir, nem sequer temos uma porcaria de uma EFF que esteja atenta a estas coisas, andamos sempre pela rama, por estes pequenos episódios em que a maioria defende a liberdade de expressão sem conhecer as suas consequências e os seus deveres e direitos.
Impossível? Onde estavas tu quando o Terràvista esteve para fechar também por essa famosa liberdade de expressão? Se bem me lembro, estavas precisamente a escrever sobre isso no Expresso!!!
Impossível? Está bem, se tu o dizes...».
Estava precisamente a escrever sobre isso no Expresso. Infelizmente não tenho aqui o texto, ou reproduzia-o. Recordo o título: «Outros ministros já se demitiram por menos». Foi o meu único artigo de opinião jamais escrito no Expresso. Nele pedia a cabeça de Manuel Maria Carrilho, o ministro da Cultura que tutelava o Terràvista e que, perante uma notícia do Tal & Qual onde se falava de uma página com pornografia alojada naquele servidor, anunciou que ia fechar o serviço. Que era então o maior espaço da lusofonia na Internet, com 30 mil sites escritos em Português. Um oásis. Um serviço público de alta utilidade, que teve um papel importantíssimo no lançamento da lusofonia na Internet. Desde a sua venda ao privado que a quantidade de conteúdos em Português na web desceu para níveis assustadores. E bem podem sucessivos Governos ir falando em "promover conteúdos"... Tiveram o melhor dos instrumentos e deixaram-no ir. Por causa de uma manchete sensacionalista.
Depois de escrever o artigo estava na televisão (RTP 2, jornal das 22, se bem me lembro) a falar sobre o caso Terràvista em representação da Comissão Instaladora da Fundação da Fronteira Electrónica, uma congénere filiada da EFF acordada semanas antes numa reunião no forum Picoas com John Perry Barlow, fundador da EFF. Tenho a fita algures. Em síntese: defendi que Manuel Maria Carrilho julgou muito mal o caso e que a CI-FFE estava a estudar a possibilidade de processar judicialmente o ministro da Cultura caso ele avançasse com o fecho do Terràvista. Não era bluff: falámos com diversos advogados sobre essa possibilidade, entre os quais Manuel Lopes Rocha (fui eu quem falou com ele, por telefone, a pedir um parecer preliminar).
É altamente provável que nenhum dos meus actuais leitores se lembre sequer do Terràvista, quanto mais deste episódio. E até tu, Pedro, provavelmente não o recordarás. Mas era isso que eu estava a fazer «quando o Terràvista esteve para fechar também por essa famosa liberdade de expressão». Eu lembro-me bem. Admito que Manuel Maria Carrilho também se recorde do incidente, com a mesma tristeza que eu. Se quiseres, vou remexer as fitas e mostro-te a gravação desse directo de telejornal comigo todo irado a ameaçar processar o Ministro da Cultura. Cenas tristes.
Infelizmente, a Associação da Fronteira Electrónica não se aguentou nas canetas. Ainda fui seu vice-presidente da Mesa da Assembleia Geral quando a Comissão Instaladora conseguiu realizar as primeiras eleições para os corpos gerentes. Mas durou menos de um ano. Porquê? Falta de massa crítica, Pedro. Como tu escreveste: «estes bloggers defensores da liberdade de expressão andam práí todos deliciados a atacar a notícia do Expresso e os seus visados, nenhum - que eu tenha lido - se preocupou em ver o impacto dessa lei e do que pode ser feito no futuro». Ninguém se importa realmente com as lutas dos direitos individuais. Desde que se possa arrotar umas postas de pescada livremente sobre os assuntos e insultar impunemente as figuras mediáticas, ficamos contentinhos da silva. Civismo é outra coisa.
Um abraço Pedro!
Posted by pTd at 11:22 PM | Comments (20)
Anacom reage e PEV quer interpelar o Governo!
Ficou tudo doido? A Anacom veio reagir ao caso em comunicado, praticamente ao mesmo tempo que eu defendia (ver post) que não o devia fazer por ser bacoco. E... tcharam... o Partido Ecológico "Os Verdes" quer interpelar o Governo por causa da proibição dos blogs pela ANACOM, que há HORAS é sabido ser notícia falsa! (o Pedro reproduz o o requerimento do PEV).
Posted by pTd at 06:25 PM | Comments (13)
Ainda a "chacina dos blogs"
Criei no Jornal do weblog.com.pt uma secção especial destinada a centralizar, usando o Trackback, as entradas de qualquer blogue (e não apenas dos residentes) sobre o tema da gaffe do Expresso Online e da resposta de Pedro Amorim, isto é, a "chacina dos blogs", como lhe chamou José Magalhães. Qualquer editor pode (eu sugiro que deve) fazer Trackback para lá de forma a obtermos uma imagem de conjunto da blogosfera que emitiu parecer sobre este caso. Que é importante e ainda vai dar muito que falar.
Posted by pTd at 06:16 PM | Comments (2)
Respostas (im)possíveis
Perguntas em itálico do Pedro Fonseca, respostas (im)possíveis minhas. Uma achega a um debate urgente sobre a ética na blogosfera já que isso da "relação entre blogues e Imprensa" é um buraco negro de conversa.
«Porque demorou o Expresso tanto tempo a emendar um texto errado?»
Pedro: o texto foi emendado apenas no que toca à identificação de Pedro Amorim como pertencendo à ANACOM. As declarações ficaram na mesma. Segundo consta do sistema do Expresso online, a notícia foi tocada (emendada?) às 12:47 12 Maio 2004 e a nota do editor, contendo o esclarecimento de Pedro Amorim, apenas meia hora depois.
Pelo que percebi, a notícia original é da véspera e terá sido publicada pelas 17:00. Isto porque o primeiro comentário é das 17:55 11 Maio 2004.
Mesmo em termos de blogsfera não acho meia hora assim tanto tempo. Nem sequer as 19 horas entre a primeira notícia e o esclarecimento.
O que é espantoso é como em escassas 19 horas se escreveu TANTO (tão bem e tão mal) sobre um assunto. O poder da blogsfera ao nosso alcance? Ná. Sem o Trackback é virtualmente impossível sabe quem escreveu o quê quando e onde e já agora, para quando a activação do Trackback no teu Contra Factos & Argumentos?
«Porque é que a Nota do Editor refere que a notícia não corresponde ao que foi debatido no seminário quando a jornalista diz que falou com Pedro Amorim APÓS o evento?»
Precisamente porque são coisas diferentes. Presumo (e é apenas de presunção que se trata, assumo o risco) que o Editor fez bem. O teor das declarações não corresponde ao que terá sido dito no seminário (eu não esive lá), MAS como o depoimento foi recolhido DEPOIS deste o Editor decidiu manter como correctas ESSAS declarações. Quantas vezes te aconteceu falares com uma fonte depois do evento e ela ter dito algumas coisas que, contextos à parte, eram até contraditórias com o decorrido no evento? A mim aconteceu-me. Não estou a pôr em cheque Pedro Amorim. Apenas a presumir o porquê da actuação do Editor. Que terá portanto confiado (ou passado um voto de confiança) à jornalista. Fica-lhe bem. Revela coragem -- uma das qualidades exigíveis a um editor, que tem de gerir a Redacção e as fontes, missão espinhosa.
«Deve(ria) o Expresso ter eliminado o texto ou, como o faz, mantê-lo "online"?»
Ambas as posições eram (são) defensáveis, imho. Não estou lá dentro, desconheço o contexto em que foi tomada a decisão de manter. Pessoalmente, acho que em geral é de manter. Com uma nota posterior a emendar (ou não) putativos erros. O que está publicado, está publicado -- para o bem e para o mal. É assim no "teu" Público e no "meu" Expresso, edições papel. Levar essa coerência para o online é positivo, penso eu de que. E responsabiliza (ajudando à credibilização) um OCS.
«A nota do Expresso titula "Pedro Amorim esclarece" mas não devia ser "O Expresso Online esclarece"?...»
Talvez... Talvez não. Como escrevi acima, o Editor parce ter partido do princípio (deontologicamente sustentado) de que a jornalista cometeu um erro que a fonte veio depois a esclarecer. O esclarecimento é da responsabilidade de Pedro Amorim, partiu dele. Se tivesse partido do próprio jornal ou da jornalista (com base numa dica de fora ou no reconhecimento de dentro), então seria "O Expresso Online esclarece". Mas isto é tudo escorregadio, ok.
«Porque foram escritos tantos comentários contra Pedro Amorim (no Expresso ou em vários blogues) e poucos a explicar a dificuldade técnica em abolir os blogues?»
Porque o veneno é mais fácil de destilar :)
Dificuldade? Pedro: é I-M-P-O-S-S-Í-V-E-L abolir os blogues!
«a Anacom tem um gabinete de imprensa mas porque não emitiu um comunicado a esclarecer a sua posição? Ou está a pensar no assunto e tinha interesse em ver as reacções?!?»
Porque não tem posição nem nada a ver com o assunto (Pedro Amorim não é quadro nem colaborador). Entenderam (correctamente) que este (nota o sublinhado) episódio não afectava o nome da instituição. Se viessem a público em comentário, só o poderiam fazer para esclarecer que a ANACOM nada tinha a ver com o caso, e nunca a sua "posição", que obviamente não tinham -- ou a terem, como tu insinuas, seria secreta logo não publicável :).
(à suivre)
Posted by pTd at 05:25 PM | Comments (14)
Vertigens
Bem... devido a vários afazeres profissionais e de saúde, ando absolutamente retardado no que ao acompanhamento do dia a dia da blogosfera diz respeito. Mas cá vão uma achegas ao CASO DA SEMANA, a gaffe de uma jornalista do Expresso online -- de resto já assumida pelo editor responsável numa nota publicada há três horas.
Não conheço a jornalista em questão (e só espero que não seja sumariamente despedida, como já foi feito em outras ocasiões aos estagiários pagos com amendoins que fazem o grosso das edições actuais na maioria dos OCS..., isto se ela é, como dizem, uma estagiária). Aliás, ao contrário do que muita gente pensa -- naturalmente devido ao meu falso estatuto de "jornalista digital", seja lá isso o que for, porque na realidade sou apenas um jornalista e hoje escrevo sobre novas tendências tecnológicas como já escrevi no passado sobre futebol, sociedade, economia, cultura e, até, política nacional -- não tenho rigorosamente nenhuma relação com a edição online do Expresso. Gostava de ter (eram mais umas bem vindas crôas) mas não tenho.
Estamos evidentemente perante uma situação de gaffe. Que pode ter vários pressupostos. Pressa da jornalista em aviar o acontecimento, por alguma razão. Descuido momentâneo. Lapso indesejável (quem atira a primeira pedra?)
Felizmente o Expresso online tem a caixinha de comentários. O visado, Pedro Amorim, tratou de desfazer os diversos equívocos. Nem ele é da ANACOM, nem disse nada que se pareça com o que lhe foi posto na boca. Adiantou até alguns esclarecimentos cabais ajudando-nos a todos a perceber melhor o contexto jurídico que envolve os blogues.
E ainda bem que este caso sucedeu. A vertigem blogueira tem levado a excessos dramáticos de liberdade de expressão, aos pontos perigosos da difamação e da usurpação de identidade -- ambos puníveis por Lei. Sirva o episódio para refrear o calamitoso estado de sítio que se vai vivendo em muita caixa de comentários por essa blogosfera fora, onde a falta de escrúpulos deu lugar à viciação da verdade. E tudo isto leva ao descrédito de uns e ao desalento de outros.
Em breve editarei aqui mais dados sobre o que se tem passado ultimamente no weblog.com.pt, de que sou responsável técnico. Casos nomeadamente de plágio. Graves.
O meu amigo José Magalhães realizou um trabalho exemplar sobre o assunto. Leiam tudo e acompanhem o caso em Chacina dos blogs, no blog da sua autoria que é o primeiro do prometido sistema de blogs do Parlamento. E... não se esqueça de tomar os vossos comprimidos, cacete!
PS: Como é seu timbre quando a coisa toca aos media, o PedroF levanta outras importantes questões sobre o assunto. Leiam esta Vitamedia dele. (à suivre)
Posted by pTd at 04:21 PM | Comments (1)
maio 11, 2004
Mudanças
Não tenho a certeza, acho que é a quarta remodelação gráfica desde que o vento na carola começou, há 13 meses. É o primeiro grafismo em que isto se parece efectivamente com um blogue :) Enjoy.
Posted by pTd at 02:47 AM | Comments (13)
maio 09, 2004
Saudade
Toda a noite senti a tua falta. Saudade. A saudade é linda porque quando temos saudade é porque temos a pessoa dentro de nós quando não temos a pessoa ao pé de nós à distância de um brinde, de uma frase, de um carinho. E tu estavas lá, estivemos lá os dois a noite inteira. Separados por dois bancos e duas conversas - mas eu via-te. A saudade era de estamos juntos. Mas a saudade é uma coisa boa. Foi uma felicidade tranquila. Eu por vezes via-te no meio dos copos e via o teu sorriso e os teus trejeitos de conversa. E sorria, sorria para dentro, feliz.
Prova-se mais uma vez que a Ovelha Negra tem as mais interessantes mulheres do país. Esta noite aprofundei a conversa com a tentadora Cristina e conheci a espantosa Janine. Noutra ocasião dir-vos-ei quem é a Janine. Por agora só digo que tem uma abertura de espírito invulgar, um conhecimento do emocional invulgar, opiniões invulgares, uma profissão em que as mulheres são raras em Portugal (tem a ver com informática, redes, computadores) e uma lindíssima capacidade de encontrar a palavra certa.
E lá estavas (e ficaste) tu. E eu, com a saudade de não termos estado perto, feliz só de te olhar a irradiares a tua beleza única e não descritível.
Posted by pTd at 05:45 AM | Comments (2)
maio 08, 2004
Retiro alcoólico IV
Estou em banhos e massagens e à espera do Luís para mais um memorável jantar saturnino, desta vez com a equipa reforçada com mais duas raparigas (somos agora seis pessoas). A ver se consigo tirar uma foto de grupo antes dos jarros de margueritas fazerem efeito :D
Posted by pTd at 08:35 PM | Comments (3)
De gatas
Várias "famílias" estranharam a não-publicação do costumeiro post pós-libações ovelho-negrinas. A razão, garanto-vos, foi forte. O título explica como cheguei esta madrugada a casa. Digamos que «não havia condições».
Posted by pTd at 08:29 PM | Comments (1)
maio 06, 2004
Gaita
Nunca mais é sexta-feira à noite. Hoje almoçar perto da Campanhã, reunir à tarde em Gondomar (não se aceitam piadas) e tentar jantar em Lisboa. Sexta resolver burrocrácias e dinheiramas e ALA que se faz tarde, directo à Ovelha Negra! Gaita, nunca mais é sexta-feira à noite.
Posted by pTd at 07:26 AM | Comments (7)
maio 05, 2004
Vanadis
Quereis conhecer a nova paixão da minha vida? Ei-la em todo o seu esplendor!
Posted by pTd at 12:08 PM | Comments (6)
maio 04, 2004
Fisioterapia
A actividade blogueira tem sido reduzida, como já notaram os mais fiéis. A explicação reside na minha L-5, que sofreu uma solipanta qualquer. Por agora é mais é fisioterapia... Inté.
Posted by pTd at 10:49 PM | Comments (6)
maio 02, 2004
Retiro alcoólico III
Hoje aprendi de uma forma tristemente dolorosa que uma frase que exibi amiúde, «sou uma fufa presa no corpo de um homem», não faz o mínimo sentido. Com muita, muita pena.
Posted by pTd at 06:22 AM | Comments (12)
maio 01, 2004
Retiro alcoólico II

Um blogue serve para várias coisas. Como o Luís está a fazer agora, serve para dar rosto aos bloggers. Mas também serve para dar rosto aos camaradas de cerveja. O Luis, a Guida, a Isabel e eu experimentando o novo telemóvel com câmara da Guida em mais uma noite memorável do meu retiro alcoólico no Ovelha Negra. Acreditem: as mais bonitas mulheres estão lá (esta noite foi excepção: abriu a Semana Académica cá no burgo. Uma chatisse. A brisa não soprou...)
Posted by pTd at 05:39 AM | Comments (7)