Da felicidade palpável
Levaram os filhos ao centro comercial. Depois foram jantar. Trocaram um jantar romântico junto ao rio por um bife rápido porque havia trabalho para fazer e em breve, passada a tormenta dos prazos de edição, terão noites cálidas para a partilha de manjares.
O destino traiu-lhes os planos, como vem sendo hábito. Entre o café e a conta, uma conversa espontânea sobre a evolução das línguas ocupou o espaço e o tempo, deixando-os a namoriscar a vida, juntos.
Nas suas costas, ignorando a lua avermelhada a subir aos céus, o servidor de correio divertia-se enviando-lhes o correio amoroso da directoria de um para a directoria do outro. Muito acertadamente, como se comprova, as cartas falavam da felicidade palpável.