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setembro 30, 2005
sssSaudades
«Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo Porque?
Pooooooorque?
Neném sem chupeta, Romeu sem Julieta
Sou eu assim sem você
Carro sem estrada, queijo sem goiabada
Sou eu assim sem você»
(Adriana Calcanhoto, excerto da lírica de Fico Assim Sem Você)
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setembro 29, 2005
O Poder (local) saiu à rua na Web
Os números são encorajadores: 77 municípios já aderiram à Sociedade da Informação. O pior é que muitos deles se ficam na Web por um postal ilustrado.
De Abrantes a Vouzela, são 77 as câmaras municipais portuguesas com presença assinalada na Internet. Dos 305 municípios do território, que neste domingo vão a eleições, 25 por cento detêm um endereço na World Wide Web. Isto segundo a lista fornecida pela Associação Nacional de Municípios Portugueses, que também não deixou de aderir à Sociedade da Informação. Nas páginas do «site» da ANMP podemos consultar informação sobre todas as câmaras e juntas de freguesias - sendo a base de dados ordenada por distritos e possuindo a informação essencial sobre cada um. Mas outras associações de autarquias também constam na Web, além de várias páginas não oficiais mantidas por entusiastas.
Os números não serão famosos se comparados com os registados em países com maior taxa de conexão, mas não deixam de surpreender pela positiva. Quando um quarto das câmaras decidiu incluir os cibernautas na sua lista de prioridades, elaborando páginas de consulta com «guichets» virtuais para contactos personalizados, já se pode dizer que o poder está mais perto da rua, do cidadão.
Curiosamente, ou talvez não, a distribuição geográfica destes «sites» não tem correspondência com a regra número um do desenvolvimento económico português -- que concentra a riqueza nas faixas litorais e deixa o interior e as ilhas longínquas e dependentes. Se é verdade que Beja, no Alentejo, não possui nenhuma câmara na Web, também nenhum dos 13 concelhos de Setúbal aderiu ainda. E distritos como Portalegre (quatro câmaras com endereço em 15 no total distrital) batem-se com Lisboa, por exemplo (cinco em 15).
O mais conectado distrito do país é de longe o Porto. Onze das suas 17 câmaras municipais possuem um endereço. Mas Aveiro, que tem 19 concelhos, só vê seis deles ligados à rede. O Algarve é equilibrado, com sete das 16 câmaras ligadas.
Como facilmente se conclui desta ronda, o mapa da conectividade não se sobrepõe ao da expansão económica. Aprofundando a questão, não é por terem mais riqueza, maior área ou representatividade no conjunto nacional que as autarquias se ligam à Internet. Capitais de distrito como Braga não estão ligadas, enquanto câmaras mais modestas como Santa Cruz da Graciosa (Açores) ostentam, orgulhosas, as páginas sobre a sua região. Aliás, note-se que Braga não é caso único em termos de cidades capitais de distrito: outras seis das dezoito capitais do continente fazem-lhe companhia no vagão das info-excluídas.
A responsabilidade deste estado de coisas estará provavelmente no uso dos fundos da Comunidade Europeia, como o Fundo de Equilíbrio Financeiro. Gondomar forneceu um dos melhores exemplos das várias páginas investigadas pelo EXPRESSO. Além das habituais secções, como «Cultura» ou «Economia», no «site» de Gondomar podemos saber a composição do executivo camarário (um item básico, mas em geral muito esquecido), incluindo a distribuição de pelouros e fotografias (nada exageradas) dos titulares. Ou ler o «Boletim Informativo». Dispõe também de uma secção de «Sugestões», em que «desejamos sugerir» qualquer coisa aos nossos representantes. Mas a interactividade fica-se por aqui. Aliás, em termos de interactividade o poder local mostra-se pouco aberto. Não vimos nenhum fórum em que os munícipes pudessem trocar críticas ou elogios públicos, e, uma boa parte dos «sites», nem a tradicional «caixa de sugestões» exibe. Em rigor, não basta possuir um endereço - e, portanto, estar listado na página dos «Municípios com servidor na Internet» da ANMP - para se poder considerar conectada uma câmara municipal. Nos casos piores, os servidores que o EXPRESSO tentou visitar não deram resposta (como o de Faro) ou responderam com uma página vazia (Seia). Há outras câmaras detêm meros bilhetes postais na Web: uma página de rosto com uma foto aérea, dois ou três ligações a páginas de história e turismo, algumas descrições do património ou das obras - e pouco mais.
( Texto publicado no Expresso, no então suplemento XXI, em 12 de Dezembro de 1997 )
Posted by pTd at 11:27 PM | TrackBack
Caro RAF: vá dar sangue (act: e leve JM consigo)
Alguém chamado Rodrigo Adão da Fonseca que, segundo consegui perceber, apresenta como melhor carta de recomendação ser um ilustre desconhecido que escreve num blogue colectivo, esteve de piquete nesse blogue de referência da blogosfera portuguesa e quiçá mesmo lisboeta chamado Blasfémias e chamou-me trauliteiro e rasteiro por, acha ele, eu ter «decidido» «pôr em causa a credibilidade» do tal blogue insuspeito.
RAF adianta ainda que o blogue deles é um blog de inspiração liberal, com um posicionamento único para o debate porque tem caixa com comentários e links. Sim. O Pipi também, e daí?
PS: descobri depois que afinal também João Miranda já antes acusara o toque: afirma que eu não tenho autoridade para avaliar a credibilidade dos outros. Claro. Só os liberais e sabujos dos leitores dele são competentes para isso.
JM: o meu currículo é público há vários anos (embora desactualizado), mas o seu não o encontrei em lado nenhum on line. O Google aparentemente não sabe quem você é. Quando o apresentar, começamos a luta de currículos. Veremos qual de nós tem mais preparação para avaliar os mecanismos de construção da credibilidade on line.
( Sergei: desculpa o mau jeito. )
Posted by pTd at 03:37 AM | Comments (11) | TrackBack
testes vários ao MT 3.2
Por exemplo, aos posts para data futura. Este post só deve surgir às 02:55:40.
E também aos comentários wysiwyg.
Posted by pTd at 02:55 AM | Comments (2) | TrackBack
setembro 27, 2005
Já temos edição em WYSIWYG!
Uma das grandes aspirações dos bloggers do weblog.com.pt e também das mais antigas: um editor WYSIWYG -- ou seja, what you see is what you get, ou ainda, um modo gráfico de editar, como se fosse um processador de texto. Uma das muitas novidades do Outono, que reforçarão o weblog.com.pt como o melhor local para ter um blogue.
Ver imagem abaixo 

Posted by pTd at 07:10 PM | Comments (3) | TrackBack
Já temos podcasters e um portal deles
Andava eu em recolhas por causa do artigo para o próximo Expresso e a pensar caramba, está na altura de fazer um agregador dos podcasters portugueses e já magicava como o iria fazer quando acabasse o artigo quando encontrei um. O Lusocast. Do Karlus. Depois de o ter conhecido através de uma polémica (em que me chamou coisas desagradáveis), fui ganhando respeito. É um empreeendedor. Um daqueles empreendedores da inovação que se lixam num país tão pequeno como Portugal.
Posted by pTd at 06:28 PM | Comments (2) | TrackBack
Culto da personalidade
«Na primeira metade do século XX, os nativos da Polinésia viam os europeus a construir pistas de aviação. Notaram que após a construção da pista chegavam aviões carregados de bens de consumo. Concluiram, muito inteligentemente, que a construção de pistas de aviação causava o aparecimento de aviões carregados de bens de consumo. Resolveram por isso construir as suas próprias pistas e esperar pela carga.» (João Miranda)
Cem anos depois um grupo de amigos percebeu que os talentosos escrevem blogues e conquistam a admiração dos outros. Concluiu, muito inteligentemente, que os blogues foram a causa do talento e da admiração e resolveram por isso fazer um blogue.
Posted by pTd at 05:24 PM | Comments (1) | TrackBack
Blasfémias: que credibilidade?
O meu amigo Aur ops, Rui Curado da Silva tem feito um magnífico trabalho a desmascarar as insuficiências (e as mentiras) do pretenso liberalismo que é a raison d'être do Blsfémias. Este blogue assume uma linha de crítica que lhe valeu no passado um toque de credibilidade. Esta tem vindo a ser crescentemente colocada em xeque, sobretudo depois dos revezes da administração Bush. Mas não só: as atoardas que, repetidamente, alguns dos blasfemos têm dirigido a torto e a direito pela blogosfera, com bengaladas prometidas que depois nunca aparecem para dar (e levar), demonstram a sua falta de seriedade.
Os media em geral já o sabiam e quem trabalha neles (ou os estuda) idem. Como muitos bloggers agora vão aprendendo, não é credível quem quer: é credível quem o consegue.
[ A credibilidade on line é um dos pontos da comunicação que apresentarei no segundo encontro de weblogs (ver imagem e link na coluna da direita, ao topo), intitulada Para onde vai a liberdade?. Graças a pessoas como o Rui, não vai para o lixo. ]
Posted by pTd at 01:22 AM | Comments (12) | TrackBack
setembro 26, 2005
32.400.000 x 2
Sessenta e quatro milhões e oitocentas mil vezes bateram os nossos dois corações somados desde que estamos juntos. «We live we die & death not ends it» (Jim Morrison).
Posted by pTd at 03:28 PM | TrackBack
setembro 22, 2005
Boas notícias!
Ele está de volta! Aqui se saúda o regresso de Zecatelhado às lides.
Posted by pTd at 01:32 PM | Comments (3) | TrackBack
setembro 21, 2005
Completa-se o círculo
Começa hoje o Outono. A estação em que nos conhecemos. Ainda não demos a volta ao calendário mas o calendário não passa de uma convenção para medir a passagem do tempo. O simbólico prefere os ritmos naturais. Como as estações do ano. Hoje podemos dizer que já nos amámos em todas elas.
Posted by pTd at 02:21 PM | Comments (1) | TrackBack
setembro 20, 2005
Acabei
Está pronto. Neste preciso instante em que assinalo a marca, cópias dos últimos ficheiros zipped com as derradeiras imagens estão a deixar o meu Acer com destino ao Centro Atlântico (o grosso seguiu esta tarde por correio de superfície, num CD; não se mandam 260 MB por email). Em paralelo segue outro zip com o texto completo. 185.000 caracteres. Nunca tinha escrito tanto de seguida ou sobre um mesmo assunto. Tenho o dedo feito ao texto curto.
A Ana acaba de me sugerir que veja a data de criação da pasta onde concentrei todos os ficheiros relacionados: 20 de Julho de 2005, 20:17:39. Olha, dois meses certinhos!
Dois longos meses. Com o sacrifício das férias. Dela. Agora, só espero que venda. A minha parte está feita. Adorei e foi muito útil, toda a recolha: aprendi tanto que sei hoje (mais e) melhor que dois meses atrás para onde vamos quando vamos por esta rede.
Posted by pTd at 11:39 PM | Comments (2) | TrackBack
Perguntas malévolas
merecem respostas brutas. «Porque será que em todos os grandes casos de corrupção, o Estado - Social ou não - está sempre numa das pontas?» pergunta LR no Blasfémias.
Porque a corrupção entre privados chama-se bom negócio. Uma win-win situation, segundo dizem.
Os privados não são escrutinados. Pelo menos, não da mesma forma que o Estado (social ou não) o é. Porque opta LR por deixar cair isto -- é lá com ele. Não passa de uma questão terminológica.
Posted by pTd at 09:16 PM | TrackBack
Sexo entre mentiras: o livro
Do Fernando Esteves Pinto, autor do Escrita Ibérica, já temos disponível o livro Sexo Entre Mentiras (apresentação, excerto em pdf, desconto na compra on line).
É o nosso mais recente lançamento da leiturascom.net. Aqui fica uma mini-apresentação.

«No virtual os sentimentos recorrem ao processo poético para exprimir desejos e sensações. É aí que tudo falha. Cria-se uma imagem tão perfeita de si perante o outro, que a realidade trata de assegurar que está errada. Estamos pois a fazer um jogo virtual sem contar com as regras impostas pelo real. A ilusão é a fronteira onde os dois mundos se confrontam.
Este é um livro de coragem sobre as relações estabelecidas "em cima" da Internet. A história de um escritor de meia idade que, para combater o tédio de uma relação de vinte anos de casado com a mesma mulher, faz uma viagem pelo virtual em busca de assuntos que visassem a exploração afectiva e emocional dos seus interlocutores.»
Posted by pTd at 06:22 PM | TrackBack
Agora, sim
O projecto para a lista das pessoas marcantes da Internet está a começar a ganhar corpo. São já 38 os nomes listados, a grande maioria deles com páginas informativas. Muitas empresas, operadores, associações foram também adicionadas por quem nelas andou e o resultado está à vista: começa a ficar escrita a história por desvendar dos negócios e compras, dos milionários da dot-com à portuguesa (que os houve), dos ilustres pioneiros desconhecidos que ficaram na universidade... Mas há ainda tantas e tantas histórias para contar. Antigas e actuais. Vamos...?
Posted by pTd at 10:14 AM | TrackBack
Antes que me esqueça
Participarei no 2º Encontro de weblogs, que vai ter lugar a 14 e 15 de Outubro próximo na Covilhã, organizado mais uma vez por uma universidade, agora a UBI. Faço parte do painel final, sábado pelas 18:00, Horizontes da blogosfera, juntamente com José Luís Orihuela, que já esteve no I Encontro. Ou seja, palrarei quando já todos estiverem cansados de ouvir gente bem mais indicada para estas coisas e tudo na mecha para a jantarada final. Mas eu ia lá dizer que não?
Posted by pTd at 02:14 AM | TrackBack
setembro 18, 2005
Sobre diferentes casos de má fé
Só por má fé se explicam certar coisas. Como a de se propalar a ideia de que o weblog.com.pt começou por ser gratuito para agora "obrigar" ao pagamento do serviço. É preciso ser ou muito estúpido ou ter muita má vontade contra o projecto e os seus promotores. Ou ambos.
O weblog.com.pt nunca obrigou ao pagamento de blogues. O weblog.com.pt nunca disse que os blogues seriam obrigatoriamente pagos. Pelo contrário, sempre garantiu que sempre haveria blogues gratuitos. Até hoje cumpri a promessa de há dois anos e meio e vou continuar a cumpri-la.
O que muda, muda para a frente e nunca com efeitos retroactivos. Mudará alguma coisa no relançamento da plataforma e na abordagem aos blogues gratuitos, mas estes continuarão. E a abordagem não terá efeitos rectroactivos (nunca teve e nunca terá enquanto eu estiver ligado às decisões do projecto).
Mais tarde ou mais cedo, as razões da má fé vêm ao de cima. Nessa altura perceber-se-ão os motivos profundos que levam as "pessoas" a denegrir o trabalho alheio. Nuns casos, puro ressabiamento pessoal. Noutros, vã inveja. Edificar uma plataforma de blogues não requer grandes requisitos -- mas ainda assim está ao alcance de todos. Ter razão é uma questão de tempo.
Como o é a verdade vir ao de cima.
Ficamos esclarecidos?
Posted by pTd at 06:37 PM | Comments (4) | TrackBack
setembro 17, 2005
Tempus fugit
Tempo é dinheiro -- disse o aluno. E dinheiro é tempo -- pronto retorquiu o mestre com um sorriso, lembrando-se de outra conversa. São instâncias diferentes da mesma natureza -- ensaiava a lição quando foi interrompido: -- mas o tempo é o único bem escasso! O olhar do mestre percorreu dois parsecs até ao espaço-tempo do outro lado do mundo, mirando a surpresa. Demorou o olhar (o tempo é também instrumento de prazer, se assim o quisermos). E voltou à lição ali-então: -- são apenas ocorrências diferentes. Com tempo obtém-se dinheiro. Com dinheiro compra-se tempo.
Respeitosamente, ninguém contra-argumentou. O mestre sorriu pela terceira vez.
Posted by pTd at 12:13 AM | TrackBack
setembro 16, 2005
Actualização do Dicionário de Protagonistas da Internet
Algumas entradas maiores, como a Associação Fronteira Electrónica, e alterações em fichas como a de Mário Valente. Hoje, na lista de Pessoas marcantes da Internet, que começa a parecer-se cada vez mais com um Dicionário de Protagonistas. Mais contributos, precisam-se! A edição é livre: pode ou nâo registar-se no wiki, pode entrar como anónimo temporário e editar, adicionar, corrigir.
Posted by pTd at 09:14 AM | TrackBack
setembro 15, 2005
Notícias do burgo, há 12 anos
É tão engraçado ler como era o país há 12 anos. Pouco mudou. Ora vejam a síntese do Expresso do dia 4 de Dezembro de 1993, enviada (como sempre aconteceu anos a fio) pelo Rui Crespo para o soc.culture.portuguese, que era avidamente frequentado por umas poucas de centenas de portugueses que tinham o então privilégio de aceder à internet; o Rui foi fundamental para levar as notícias aos sequiosos leitores que delas minguavam nas universidades americanas, inglesas...
Nota: não havia acentuação na internet, nesses tempos.
Fóruns de discussão: soc.culture.portuguese
De: Rui Gustave Crespo
Data: Sat, 4 Dec 1993 17:24:09 GMT
Local: Sáb. 4 Dez 1993 18:24
Assunto: Noticias do burgo (resumo da semana pelo Rui Crespo)
Antes de passarmos ao "subject", a UNITA e o Governo Angolano chegaram a acordo em Lusaka/Zambia. A UNITA aceitou desmobilizar as suas tropas e entregar as armas `a ONU.
NB! que o cumprimentos dos acordos seja a prenda do sapato tao necessaria para aquela regiao...
Hoje Cavaco afirmou que a politica dos ministerios atinjidos pela remodelacao nao ira' sofrer alteracoes.
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*) Loureiro sai no principio de 94. Os novos ministros aindam nao tomaram posse (Cavaco desejava que fosse na sexta-feira) porque Mario Soares esta' retido na cama com uma broncopneumonia.
*) Assessores de Soares estao solidarios com a Policia de Intervencao.
*) A uma semana das eleicoes autraquicas, sondagem da' poucas esperancas ao PSD
Lisboa: Sampaio-55, Macario Correia-22
Sintra: Edite Estrela-35, Rui Silva/PSD-22
Cascais: J Judas/PS-37, Nunes Carvalho/PSD-28
Porto: F Gomes-54, A Taveira/PSD-21 {resultado notavel ao candidato socialista um vez que concorre isolado, enquanto Sampaio concorre coligado}
Gondomar: A Lira-40, V Loureiro-33 {nem a forc,a do football boavisteiro nem as ofertas de electrodomesticos sao suficientes para virar a camara...}
Faro: J Botelheiro-37, B Goncalves/PSD-19
Beja: M Massano-36, C Marques/CDU-35 {empate tecnico entre os candidatos socialista e comunista na praca-forte comunista}
*) Soares resistiu `a aversao dos chineses e falou dos direitos humanos em Timor-Leste.
*) Recessao em Portugal e' mais profunda que a esperada. A queda do PIB em 93 atinge os 2.5%
Posted by pTd at 05:32 PM | TrackBack
Há 14 anos, na Internet...
Na recolha de material para um livro (em Outubro há novidades) encontrei finalmente o que já perseguia há anos, mesmo antes do meu editor Libório me ter desafiado para este projecto. Vem cair que nem ginjas nos contributos para a História da Internet em Portugal, projecto colaborativo que lá vai andando ao ritmo possível (as últimas actualizações e entradas foram quase todas de Karlus, eu tenho andado assoberbado com o livro).

Encontrei o rasto ao soc.culture.portuguese, disponível graças aos arquivos do Google.
O post mais antigo que lá está tem 14 anos (é anterior à World Wide Web):
De: giaco...@haley.ecn.purdue.edu
Data: 1 Aug 91 13:15:08 GMT
Local: Qui. 1 Ago 1991 14:15
Assunto: Nougaro, Buarque ...
Mas o soc.culture.portuguese vem de antes disso, penso que dos meados dos anos 80. Alguem quer confirmar?
Posted by pTd at 04:53 PM | Comments (3) | TrackBack
setembro 14, 2005
Microsoft-friendly, vá que não vá, mas subserviência fica mal
«Em conferência de imprensa, António Gavinho, responsável pelo projecto Continente Online, salientou que "um dos objectivos era que o cliente fechasse a compra com maior rapidez, daí a necessidade de introdução de uma nova plataforma ou de um upgrade”. A opção recaiu sobre a gigante de software “por estar ligada ao Internet Explorer", acrescentou o responsável.» (in tek.sapo).
É o que se chama uma má desculpa. Além de uma opção errada a olhos vistos. O Internet Explorer fechou 2004 com uma fatia de mercado superior a 90%. Em Abril deste ano era já inferior a 85% (perdeu +5% em quatro meses, depois de anos de estabilidade). Esses são os números internacionais. Está em queda livre, não restam dúvidas. E acelerada. Se serve de indicador: em 1 Terabyte de tráfego, 1,5 milhões de unique visitors e 5 milhões de páginas lidas em Setembro no conjunto dos blogues do weblog.com.pt, a percentagem do Internet Explorer baixou a menos de 3/4, precisamente 74.67%.
Ainda é a grande maioria? Sim. A ponto de justificar "opções" deste tipo quando se sabe da realidade dos browsers? Qualquer decisor dirá que não -- mesmo um com menos cérebro. E pode até comprar a plataforma à Microsoft, não está sequer em discussão que possa ser o mais indicado, mas -- por favor! -- não será subserviente ainda por cima. Fica mal no retrato.
Note-se que embora Portugal seja um país Microsoft-friendly (to say the least), o principal, de longe portal português é um bastião de open source e grande parte (a parte menos engravatada) do Grupo PT também o é.
Da administração pública aos bancos, nota-se um esforço crescente por dotar os serviços de interoperabilidade efectiva. Infelizmente, esta teve de ser provocada pelo barulho dos consumidores, com a amplificação dos defensores dos direitos fundamentais, de um lado, e dos entusiastas do open source do outro. Quando não, continuavam a ir na cantiga do bandido e a obrigar o cidadão a usar o que uma empresa privada ditava que fosse usado (nalguns serviços públicos penso que continua em vigor a obrigatoriedade de utilizar o IE).
Não foi o caso do Continente. Tudo bem: não me perdem como cliente, é verdade, mas também não me ganham.
[ Nota: com o homebanking fiz as minhas opções em 2002: troquei aquele que me obrigava a usar o IE pelo que me dava 95% do serviço em qualquer browser. ]
Posted by pTd at 06:29 PM | TrackBack
A página do milhão de dólares
Uma ideia fabulosa. A genalidade ao serviço do marketing. Este Alex Tew, 21 anos, vai poder fazer calmamente a sua universidade financiado por um milhão de dólares no banco. É uma questão de dias.
«Friday 26th Aug 2005
The Million Dollar Homepage is launched
So I had this little idea the other day. I was trying to think of interesting ways to make some cash before going to Uni (which is in about a month's time) and somehow this crazy thought entered my head: I'll try and make a million dollars, by selling 1,000,000 pixels, for $1 each.
And so 'The Million Dollar Homepage' is born...
Não percam a FAQ do rapaz.
Posted by pTd at 09:23 AM | TrackBack
Blogsearch no Google em beta
Já está no ar em http://blogsearch.google.com o ultíssimo utilitário da Google Inc. As duas primeiras pesquisas que fiz produziram resultados espantosos. O Technorati e os outros motores que faziam algo semelhante vão levar cá uma machadada, jasus.

[ Actualização: muito útil leitura, a do About Google Blog Search. Respigo: «since Blog Search indexes blogs by their site feeds, it will only include items that have been posted since it started indexing a given blog. For most blogs, that will be around June 2005, or the time at which you submitted your blog for inclusion. We are working on ways to include older posts as well.» ]
Posted by pTd at 09:08 AM | Comments (2) | TrackBack
setembro 13, 2005
Protagonistas: lista actualizada com velharias preciosas!
Paulo Trezentos, Paulo Laureano, António Coutinho, Rui Bebiano e dr Bakali são os útimos nomes adicionados à lista das Pessoas marcantes da Internet, que vai paulatinamente crescendo.
A vida só tem um problema: as pessoas estão a aderir pela sugestão em comentário quando podem perfeitamente fazê-lo editando directamente. Porque será? Um professor explica rápido: os portugueses odeiam trabalhos em grupo!
É pena. Chuif.
Posted by pTd at 05:19 PM | Comments (27) | TrackBack
Eufrásias
Em terra de cegos quem tem um olho deve, sobretudo, procurar preservá-lo -- escreve muito justamente zedtee nas suas viagens em terra alheia.
Posted by pTd at 03:09 PM | TrackBack
Porque a eBay comprou a Skype: cherchez l'argent
Os analistas tradicionais andam um bocado aos papéis para responder a esta questão intrigante: porque gastou a eBay dois mil e oitenta milhões de euros para comprar a Skype?
É preciso procurar as respostas junto de quem sabe. O segredo do negócio não é nem os +100 milhões de licitantes regulares da eBay junto dos 53 milhôes de clientes do VoIP da Skype, nem fornecer assistência ao cliente da eBay através dos telefones Skype. Procurem o dinheiro. Encontrarão o PayPal. Reflexões adicionais na entrada estendida, mais abaixo.
A ler:
«The right thing to do is to share more marketplace revenues with participants as their share of the product increases and as their ability to re-use or re-sell their "microchunk" decreases. Today, I added the future skype / eBay professional services to the model.» --> Enrique Rodriguez em poductivity
«Banking is big, slow, cartel-like and lacking in innovation. eBay is unbundling part of the transaction chain using Paypal, and re-intermediating the settlement process. Remember that Paypal is largely a virtual payment mechanism, used to front other payment services. Communications services are a natural generator of the small transactions that Paypal thrives on due to its low comission fee structure compared to credit cards. Skype and Paypal also have an international footprint, leaving many parochial banks struggling to offer a competing product. They fit together nicely.» --> Martin em Telepocalypse
«eBay lives off skimming margins - it's a volume business, just like a telco - but without infrastructure costs. Any services they spawn will have to fit the least-interference "get them together, skim a percentage" model.
Skype has minimal infrastructure, and its revenue model is mostly the same - but with an interesting potential for volume deals, since their parasitism (i.e., delivering service atop other networks) allows them to have high volumes of micro-transactions with 90% gross margin.
Both models are an easy fit in cash-flow terms, and they have PayPal to glue them together and become a micro-transaction clearing house - which, incidentally, they will have to position carefully in order to fall under banking regulations (i.e., in some countries they may be legally classified as a banking entity).» --> Rui Carmo em Tao of Mac
Posted by pTd at 12:10 PM | TrackBack
setembro 12, 2005
Pessoas marcantes da Internet, actualização de notas
Actualizadas as notas de Mário Valente, Iriarte Esteves e Celso Martinho e aberta a nota sobre Pacheco Pereira. Dois novos colaboradores e o projecto vai ganhando corpo. Ajude o leitor também a elaborarmos as listas das pessoas marcantes da Internet portuguesa, no início e nos dias actuais. Aqui.
Posted by pTd at 07:03 PM | Comments (8) | TrackBack
Get real
Já devia ter escrito algo sobre a obrigatoriedade de os ISP guardarem a informação de acesso e os "envelopes" dos e-mails durante um ano. MatosB já referiu parte do tremendo equívoco que tal legislação representa, levantando parte do véu sobre o que se encobre com um suposto reforço da segurança nacional e europeia (bullshit). Mas é mais fácil subscrever a peça brilhante de Bill Thompson para a BBC on line, que diz tudo e não deixa nada de fora: «Earlier this week, the Home Secretary, Charles Clarke, called on European countries to force internet service providers and phone companies to keep records of e-mails sent and phone calls made for at least a year.
He wants law enforcement agencies to be able to access the stored records when investigating crimes.
If he had suggested to the European Parliament that postal services should only accept envelopes that have the sender's address clearly written, and that every envelope should be scanned and stored to create a database of letter-post connections, he would be laughed out of town.
Yet there is no real difference between that and storing e-mail records. It is just that e-mail has a "from" field in it by default so it is easier to do without changing the way it looks to users.
If we are going to accept that the net is just part of the real world and not some mysterious "virtual space" where ordinary laws do not apply, then we have to be consistent about this.» (link)
À atenção do meu muito provavelmente amigo MatosB do Atuleirus.
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eBay compra Skype
É a notícia mais surpreendente do ano (pelo que é e pela forma como surge) e uma das mais importantes em termos da estratégia corporativista com vista ao futuro da economia planetária (excluindo as drogas legais e ilegais e o petróleo, está bem de ver): a eBay comprou a Skype. Preço (estão sentados, espero): 2.600 milhões de dólares, batidos ali, quase nota por nota e título por título.
Espantoso, ainda, o seguinte: do primeiro rumor mundial na Slashdot (onde mais?) até ao anúncio demoraram apenas quatro dias, incluindo o fim de semana; as empresas divulgaram o negócio em simultâneo nos seus sites, dispensando as conferências de imprensa ou as bocas "anónimas" enviadas para as redacções. Isto é, excluindo a BBC e o Wall Street Journal (o respeitinho é muito bonito), a Imprensa soube depois dos blogues.
A mim, a notícia chegou-me (graças ao XML) minutos depois do Bordalix a ter dado no Ali no Bairro e ainda estava eu a abrir o browser saltou-me o Fred no Google Talk todo excitado com a notícia (não é para menos) e minutos depois também ele publicava no von Freud.
À hora de fecho desta edição ainda esse bastião da cultura e informação geek nacional, o Gildot, não tinha feito o tradicional copy+past da Slashdot...
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Da poeira dos arquivos
Retiro à poeira dos arquivos e requento no micro-ondas da nostalgia o seguinte naco de prosa, aviada em 1999 para um livro do Centro Atlântico (O futuro da Internet)
«Só vi um aparelho de televisão aos cinco anos, quando o meu pai comprou o primeiro para atrair os clientes ao restaurante familiar. A mãe da minha filha, nascida em Moçambique, só teve televisão já adolescente, quando veio para Portugal. Aprendi a ler pelo extinto Século, religiosa e diariamente comprado lá para o restaurante familiar. Estávamos nos meados de 60. Lembro-me do choque maravilhoso que senti quando aportei a Lisboa no início dos 80, para fazer a minha vida. Os autocarros –- os antigos laranjas, hoje em processo acelerado de substituição por placards publicitários ambulantes –- pareciam saidinhos das fotografias do suplemento de fim-de-semana do Século, onde se falava dos transportes do Futuro! Pareciam? ERAM exactamente os mesmos! Os projectos futuristas transformam-se em relíquias do passado. É uma das funções do Tempo.
Mas o choque mudou a minha vida.
Ainda me lembro de, nas minhas discussões adolescentes, noctívagas e intelectuais com os amigos, discorrermos sobre os computadores. O tom da época era genericamente o seguinte, saidinho das leituras de George Orwell e sobretudo - pela súbita e pontual fraternidade envolvida em LSD - Aldus Huxley: os computadores iriam dominar, primeiro e subjugar, finalmente, a raça humana.
Já a trabalhar nos jornais e em Lisboa comprei o primeiro dos três Spectrum que tive. O poder do computador ao seu alcance era o título do anúncio promocional. Estou mesmo a visualizar a primeira página do extinto Se7e, com o anúncio no canto inferior direito se a memória me não atraiçoa.
Assim que corri os meus primeiros progamas em BASIC rapidamente se produziu na minha mente um salto quântico. 1984, Admirável Mundo Novo e Regresso ao Admirável Mundo Novo – e mais a metade condizente da minha estimável colecção Argonauta – foram sofregamente relidos à luz da nova innervision. Era o poder do computador ao MEU alcance. As imagens do primado dos computadores sobre os humanos foram recatalogadas na pasta Tretas. Como os filmes de Disney, serviam para deslumbrar os incautos e assustar os parolos. Funções de pura e simples diversão.
Desde então venho repetindo até à exaustão da frase, ao ponto de ela se me ter tornado automática e indolor: o computador é apenas mais uma da extensa lista de ferramentas criadas pelo Homem para tornar o trabalho mais fácil. E variações sobre o tema.
Já circulava correio electrónico na rede hoje imortalizada como Internet, mas estava fora do meu alcance. A evolução natural fez-me conectar-me pela primeira vez já nos finais de 80. Eram as primeiras BBS e um servidor internacional chamado CompuServe. Foi aí que tive a minha primeira conta, um algarismo de nove dígitos que não ficou para a História.
Fui porteiro da Internet, como me chamou uma vez José Magalhães. Um dos primeiros porteiros em Portugal. Mas a tarefa não era para a minha pequena sociedade de amigos: a Telepac chegou e levou tudo.
Reduzi-me à minha tarefa de jornalista. Um cronista da nova mudança. Mas um cronista passado para o outro lado. Às tantas já não sei bem se pertenço mais à nova cultura em formação e que ajudo modestamente a formar, ou à velha, cada vez mais desinteressante.
Mas mesmo que esteja mais lá do que cá uma coisa é certa: serei um naturalizado, na melhor das hipóteses, porque o País Digital é o país dos vossos filhos.
»
Posted by pTd at 03:14 PM | TrackBack
Só há uma coisa que me faz espécie, confesso
Quando José Sócrates tomou conta disto há seis meses, parecia ter um fôlego suficiente para oito anos. O povo eleitor municiou-o com uma verdadeira carta branca para pôr na ordem os grupos de interesses, os verdadeiros donos do país. Ele e os seus ministros começaram a saga e, com os inevitáveis erros, até que não se têm portado mal. Muito pior fizeram dois dos três governos antecessores, é como eu avalio (a excepção foi Barroso por causa da acção de Ferreira Leite, que lhe salvou o coitus interruptus que foi o seu consulado).
Em seis meses a rapaziada, a malta, o povo, o pessoal -- em suma: os eleitores -- nem sequer tem ganido por aí além, está pronto para tudo e pia pouco ou nada. Os levantamentos de opinião, vulgo, sondagens, que valem o que valem mas são barómetros indispensáveis, confirmam que os governados estão numa relação normal com os governantes.
Então porque raio se nota tanto desconforto nos governantes? Só por causa da meia dúzia de analistas e "analistas" que vivem de escrever? Ninguém ganha a vida no bajulanço, isso era dantes. Agora ganha-se é a mandar vir. Um governo deve dar o desconto, caramba. Não se governa (só) para as estatisticamente irrelevantes minorias que escrevem nos jornais e nas sebentas electrónicas. Governa-se (para) o país.
Posted by pTd at 08:44 AM | TrackBack
setembro 11, 2005
Da importância dos "analistas" (sim, incluindo os da blogosfera)
O Expresso destacou enormemente na sua primeira página um engraçado fait-divers sobre a relação dos portugueses com os dois candidatos presidenciais em perspectiva, sob a forma de uma sondagem. No mesmo sábado RTP, Público e Correio da Manhã publicavam sondagens dando a vitória nas presidenciais a Cavaco.
Nas páginas interiores do Expresso, sem direito sequer a uma linha na primeira página, a regular sondagem / barómetro da política portuguesa. À excepção de Marcelo Rebelo de Sousa na sua homilia dominical (agora a perder clientela para o ponto G da sociedade portuguesa), que lhe dedicou alguma (contrafeita) atenção, mais ninguém ligou.
O ingrato do povo obviamente não lê os blasfemos, danados, petas, glórias, semiramis, queijos e demais candidatos a arnaldos matos em tirocínio na blogosfera. O povo, essa bacocada incrível de parolos a que, infelizmente, temos de ir buscar votos para legitimar o regime da supremacia das (muito minoritárias) classes médias, parece não ligar nenhuma aos pachecos e xavieres e fernandes.
O povo, este estúpido, não percebeu as sábias mensagens dos analistas, "analistas" e outros escrevinhadores da lusa e pachorenta mediocridade: este governo não presta, não faz nada, está tudo cada vez pior, o país está a saque, a culpa das matas arderem é das férias do Primeiro Ministro, isto está tudo cada vez pior, um dia destes não temos país, isto não vai a lado nenhum, temos uma sociedade deprimida e ptá ptá ptá.
Não. Obviamente aturdido pelo ópio das telenovelas e do futebol com que as "elites" financeiras tão judiciosamente lhes alimentam os pobres mas honrados espíritos, o povo «só» castigou o governo -- pasme-se!!! -- com uma queda de 5% em seis meses.
Com um ar preocupado, o único analista que mencionou o assunto esfalfou-se em repetir que o estado de graça ainda não acabou mas está já quase quase (seis meses depois?!? caramba!) -- para tentar justificar uma queda tão diminuta.
Há algo muito mal na política deste país e não me parece que esteja nos políticos do Governo. Eu é que tenho andando enganado.
Posted by pTd at 11:45 PM | Comments (1) | TrackBack
Pessoas marcantes da Internet portuguesa
Quem foram e quem são as pessoas marcantes da Internet portuguesa? Vamos fazer um levantamento duplo. Contribua: pode registar-se no wiki e editar as páginas da lista e de cada indivíduo. Para uma enciclopédia dos protagonistas, em permanente actualização.
Posted by pTd at 05:50 PM | Comments (4) | TrackBack
setembro 09, 2005
Os norte-americanos
Acabo de deixar um comentário num blogue e depois quase me arrependo pois devia era enviar o mesmo comentário para a SIC, o Público, a RTP, a TVI, o Expresso, o DN, a Visão, you name it. Algo sobre um actor "norte-americano" e um realizador igualmente "norte-americano". O autor referiu-se à condição geográfica quando queria, evidentemente, reportar-se à nacionalidade. Na realidade são ambos americanos, ou estado-unidenses para ser inequivocamente correcto.
Nós embirramos com os espanhóis por se "esquecerem" de colocar Portugal no mapa da península ibérica e achamos os americanos uns totós por acharem que portugueses e espanhóis é tudo a mesma gentinha. Temos o que merecemos. Já os canadianos, coitados, não têm o que merecem: sabem distinguir um português de um espanhol, sofrem na pele o drama do direito do mais fraco à servidão geográfica.
Em todo o lado, pelos media e agora nos blogues, este descuido com a língua. Talvez seja desajustado nesta altura em que os americanos passaram momentaneamente de vilões da guerra a vítimas do furacão na bolsa do prime-time e dos blogues ansiosos, vir falar da correcção da língua. Picuinhas. Talvez.
Posted by pTd at 11:08 PM | Comments (6) | TrackBack
Caro J.P. da C: Nicotinell é a resposta às tuas preces!
O João Pedro da Costa perguntou-me, em comentário à minha auto-nota intitulada agora lembrei-me, se tinha recorrido «a algum médico / fármaco / terapia / reza / cadeado / etc.? Por favor, partilha tudo com um desgraçado que já tentou deixar de fumar três vezes sem sucesso nas últimas três semanas. NOTA: não utilizar o sintagma «força de vontade» na tua resposta, pf. ;)».
Pois, caro amigo. A resposta para as tua preces é

Não precisei de <omitido a pedido do cliente> pois nem mesmo eu poderia recorrer a algo que não tenho! No seu lugar usei como (navalha de ponta e) mola a náusea e o cansaço de fumador acumuladas ao longo de décadas. Eu queria mesmo deixar de fumar. A minha filha pedia-me insistentemente há anos, eu prometi-lhe para final do ano passado, não cumprir uma promessa à minha filha estava a dar comigo em doido, na nossa casa de cima não se fuma, quis também despoluir a nossa casa de baixo por causa da garota -- mas isto são detalhes, adendas apenas -- ou um afiador da ponta da mola, se me faço entender.
Importante, fundamental para a prossecução dos objectivos, o Nicotinell serve um propósito apenas, o resto ou queres ou tás quilhado (a minha mulher não gosta que eu use fodido no blogue, desculpa amigo portuense!). O propósito é dar-nos um empurrão tirando do corpo a parte do vício relativa à nicotina, e que é MUITO forte, tão forte quanto negligenciada pelos dandys que querem deixar de fumar, como tu. Eu não cheguei ao fim da terceira embalagem, poderei oferecer-ta -- mas é a mais leve e no teu caso recomendo uma terapia de choque com drogas pesadas: Nicotinell 1. O Nicotinell é um bom truque. Há aí uns caramelos que anunciam taxas de sucesso de 90%, mas eu cá sou da geração que não gosta de injecções atrás da orelha, ou nas redondezas pelo menos.
PS: charros só vale se não misturares tabaco. O produto, bem como <omitido a pedido do cliente> ou o seu sucedâneo, como foi o meu caso, não afectará o gosto pelo THC nem pelo cervejamio (só comprovei no segundo caso). Não sei como é com a coca (onde isso já vai) nem com o cavalo (nunca andei) nem com o pastilhame (deixei-me disso na Expo) ou o LSD (que abandonei ainda na década de 70), mas presumo que seja melhor evitares sair à noite, digamos depois das 2 da manhã, durante o tempo do tratamento, mais o dobro just in case.
Posted by pTd at 09:14 AM | Comments (4) | TrackBack
Uma petição por Alegre; quero uma por Marcelo
Eu não devia meter-me nisto. Dizem amigos e familiares, convencidos que eu só me lixo, porque a tacharia e demais benesses oficiais (e ele há outras neste "país"?) ficam ainda mais longe. À direita, um gajo que abra a boca (sem espumar, bem entendido) por um brilhante dignatário na presidência (Marcelo) em vez de um baço dignatário (Cavaco), é zurzido e olhado com violência pelos seus pares. A direita julga que tem um grande candidato e qualquer voz que coloque a asserção em causa é considerada uma voz do demo -- o que só prova, imho, que a candidatura afinal tem pés de barro ó ó se tem.
À esquerda que fica à direita da esquerda verdadeira, não está nada a dar falar "contra" o mui nobilíssimo Mário Soares, que até já cumpriu dois mandatos com brilho, oh yes. Como é o candidato oficial de Sócrates e do PS, condicionou logo todos os que não têm já uma benesse, e também os que já a têm. E se um gajo ousar suspirar alto pela candiatura de Manuel Alegre, que seria, essa sim, um refrescamento da política nacional (andam sempre a dizer que a política cheira mal, e tal e coiso, mas quando vêem um homem vertical e ainda não vergado ao capital, que afirma sonhar borram-se todos e querem é um "papá" lá em cima) caem-lhe todos em cima. Shiu, ainda perdes o subsídio / me fazes perder o subsídio!
Bem, eu não tenho subsídios e tudo indica que continuaria a não os ter fosse como fosse, portanto aqui vai. Consciente das suas poucas possibilidades de sucesso embora, assinei por convicção pessoal a petição Movimento cívico de apoio à candidatura de Manuel Alegre. Sei que os meus amigos no Governo e perto dele são capazes de torcer o nariz. Mas esses conhecem-me ;)
Assinaria uma por Marcelo Rebelo de Sousa, se a encontrasse. Estes dois são os meus dois candidatos a representar Portugal enquanto presidentes do país. Estes dois são homens da política não inquinados por ela. Estes dois são homens que daria gosto ver no mais alto cargo (se querem mesmo que vos diga, não terei prazer nenhum em ver Cavaco em Belém; aceitarei o facto, claro, mas sem pinga de prazer ou rasto de alegria e com zero motivação cívica, e com Soares passar-se-ia rigorosamente o mesmo). Marcelo e Alegre dariam um contributo sadio à campanha e à política em Portugal. São por isso os "meus" candidatos. E por isso não são candidatos.
Posted by pTd at 08:18 AM | Comments (2) | TrackBack
setembro 08, 2005
Utilitários para blogues
Tenho em construção no wiki (aberto a todos) esta lista de utilitários para blogues. Quem queira mudar o template do seu blogue no weblog.com.pt, tem lá um link particularmente útil: um fazedor de templates online, com alguns prontos a usar.
Posted by pTd at 12:51 AM | TrackBack
Cadê Cavaco?
Cavaco Silva não comparece à lide. Para todos os efeitos, nesta altura na minha cabeça (julgo que na cabeça de muito português) uma pergunta ganha volume, como uma nuvem que de Norte vai chegando, ainda duvidosa, será que chove, será que não chove: cadê Cavaco?, vem a jogo ou não?
Para mim (julgo que na cabeça de muito cidadão) o silêncio nesta altura do campeonato só tem um significado: o homem tem dúvidas sobre se há-de avançar ou não. Quem diria? Estou petrificado com o candidato da direita. A direita arrisca-se a ter um candidato (Marcelo) serôdio para combater... Mário Soares!
Posted by pTd at 12:18 AM | Comments (2) | TrackBack
setembro 07, 2005
Para onde vai a liberdade? (Wiki em actualização)
O meu wiki teve nova actualização. Coloquei uma ajuda minimalista sobre a formatação do texto (é fácil, é cool!) e abri a página de onde vai sair a minha comunicação ao 2º Encontro de Weblogs (14 e 15 Outubro, programa), intitulada Para onde vai a liberdade? Os blogues conduzirão mesmo a um aumento da liberdade de opinião ou teremos (já há prenúncios) padrões fortes que, quais eucaliptos, secarão a criatividade à sua volta? Se os blogues forem cães de fila em cima do 4º poder, quem nos garante que não são, enquanto 5º poder, outra ameaça? Como verificar isto, que mecanismos teremos ao dispôr? Quando um blogue apresenta factos contra uma acção do governo (este ou qualquer), devemos encarar isso como uma acção nobre ou podemos interrogar-nos sobre as reais motivações do autor, e que tipo de estratégia persegue? Por outras palavras, os "desinteressados" cidadãos-bloggers são de maior confiança, ou não, que os supostamente "interessados" jornalistas que tanto criticam? Quem (ou como se) garante a idoneidade de um autor?
Só o enumerar das perguntas que o tema suscita é arrasador. Por isso mesmo, aquela página está aberta à colaboração de todos. Basta inscreverem-se no wiki e editá-la. Ou comentar aqui.
Posted by pTd at 08:49 PM | TrackBack
Agora lembrei-me
que deixei parei de fumar há mais de três meses, vai para o quarto. É bom assim.
Posted by pTd at 08:46 PM | Comments (10) | TrackBack
Sobre a cronologia dos amores
A propósito de uma dúvida de Stephen King, torno pública uma frase privada que me encantou: antes quero ser o teu último amor do que ter sido o teu primeiro amor.
Posted by pTd at 05:24 PM | Comments (3) | TrackBack
setembro 06, 2005
Racista, eu?
Tão depressa aperto a mão a um branco necessitado como o pescoço a um filha da puta dum preto ladrão.
[ via Teacher ]
Posted by pTd at 11:56 PM | TrackBack
Com um brilhozinho nos olhos muito particular, se me é permitido
Last but not least e com dias de atraso, como gosto de fazer nestes casos: falta eu dar os parabéns à Teacher por ter entrado no terceiro ano de publicação.
Querida irmã, não é verdade que tenhas falhado o objectivo inicial. Uma professora ensina sempre -- mesmo quando pensa que está em pousio.
Tal como a tua querida filha, minha querida sobrinha, não acho nada bem que mudes. O único que pode dar-se ao luxo de mudar o endereço e o nome do blogue quantas vezes quiser sou eu!
Se permites, faço-te um pedido: edita quando quiseres, não edites se não te apetecer, a campainha aqui não toca, mas continua sempre por perto com as tuas reflexões certeiras e as tuas chamadas de atenção para as miudezas que tantas vezes, na voracidade dos dias, nos passam ao lado e não deviam.
Um beijo.
Posted by pTd at 04:22 PM | Comments (3) | TrackBack
Marcelo
Hoje sonhei que Cavaco se baldava e Marcelo avançava. Juro que é SÓ um sonho :)
Posted by pTd at 01:05 PM | Comments (4) | TrackBack
Em actualização
O meu currículo. Estava muuuito desactualizado. Caros inimigos, façam favor de mo vasculhar para poderem afiar as vossas mocas (os amigos conhecem-no bem).
Posted by pTd at 01:48 AM | Comments (3) | TrackBack
setembro 05, 2005
Antes a verve que tal sorte
Soares tem grandes discursos sem novidades. Cavaco não tem discursos (a mensagem verbal dele não passa, todos sabemos disso). Enquanto de Marcelo sabemos que ele é capaz de discurso político, de análise da coisa pública. É nisso que ele é bom. Verve não lhe falta. E não se lhe pede eficácia executiva.
[ Post inspirado por Rui Martins :) ]
Posted by pTd at 10:47 PM | TrackBack
Recordando Fernando Mamede
Se há quem se lembre de Mário Soares, mais são os que se recordarão de Fernando Mamede, corredor de fundo do Sporting e contemporâneo de Carlos Lopes, que foi seu colega e opositor. Fernando Mamede tinha um problema psicológico. Vencia contra o relógio (foi recordista e os seus recordes duraram décadas) mas quando corria contra pessoas, desistia. Não aguentava.
E vem isto a propósito de quê? -- pergunta o emérito e baralhado leitor.
De Cavaco Silva. De Cavaco Silva...
Posted by pTd at 12:01 PM | Comments (1) | TrackBack
setembro 04, 2005
Tiro no porta-aviões
- Cavaco já perdeu uma vez, devia era ficar quieto e deixar este avançar, disse enquanto viam As Escolhas de Marcelo na televisão.
Posted by pTd at 09:45 PM | Comments (4) | TrackBack
A ser factor, é a favor dele
Quem tenha visto Soares na televisão no dia em que confirmou a sua candidatura não pode deixar de pensar nisto. A ser factor, a idade do candidato beneficiá-lo-á e não o contrário. Ser idoso não é um problema: a forma como se envelhece é que pode ser.
Posted by pTd at 06:32 PM | Comments (1) | TrackBack
Em obras
Este blogue andará intermitente nos próximos dias e durante talvez duas semanas. Motivo: obras de remodelação da fachada e interiores deste blogue e do portal weblog.com.pt, que já não vê "tinta" há muuuuiito. O sistema vai migrar para o Movable Type 3.2. Haverá novidades nos serviços pagos, como um e-mail por cada blogue na subscrição de entrada, mais espaço e banda para as subscrições acima, maiores incentivos financeiros e novas funcionalidades, algumas ainda em estudo. Se tem sugestões, faça-as na caixa de comentários aqui ou no weblog.com.pt.
Posted by pTd at 03:37 PM | Comments (1) | TrackBack
O Grande Contributo dos Grandiosos Blogues Portugueses
Andei uns dias fora do espaço blogueiro. Regresso às leituras e noto, com aprovação, que em todo o mundo os bloggers ajudaram como puderam na tragédia de Nova Orleães. Todo o Mundo? Não. Num cantinho da blogosfera portuguesa -- a mesma que se autoproclama muito especial e tal -- o assunto serve quase exclusivamente para a demarcação de territórios pessoais. Nova Orleães que se foda: o que interessa é se sou antiamericano porque omiti o assunto ou critiquei a administração, ou se sou próamericano porque me farto de dizer bem do Bush e coitadinhos dos pretos e tal.
Posted by pTd at 03:31 PM | Comments (4) | TrackBack
O que é notícia
Há um velho ditado dos compêndios de jornalismo que diz que um cão morder num homem não é notícia, notícia é um homem morder num cão. Nesta perspectiva, a grande notícia mundial é: «PORTUGAL EMPRESTA MEIO MILHÃO DE BARRIS DE PETRÓLEO AOS ESTADOS UNIDOS».
( Aviso já que não respondo a provocações reles sobre o meu americanismo ou antiamericanismo a propósito desta piada que se destina ao mundo em geral e nada tem a ver com o desastre em curso em Nova Orleães )
Posted by pTd at 03:27 PM | TrackBack
setembro 01, 2005
Setembro
A quantos graus ferve o amor?
Posted by pTd at 10:09 PM | TrackBack
Mandei fazer um carrtáis
«Serás o meu amor
Serás, amor, a miiinhaaa paaaz»
(Excerto de Dueto, Chico Buarque)
Posted by pTd at 12:05 PM | Comments (1) | TrackBack
Wiki em fase de instalação
No primeiro passo das mudanças que este endereço vai levar, num work in progress que deverá levar um máximo de dois meses (sem derrapagens orçamentais e de prazos), está já em fase de instalação o wiki. É uma zona do Mas certamente que sim!(1) destinada ao trabalho colaborativo. Está aqui.
Entre os projectos colaborativos iniciados está um esboço de prontuário, um contributo para que os bloggers que escrevem em Português o possam fazer melhor orientados por normas mais ou menos consensuais, resultantes da experiência. Não tanto minha, embora também; como disse, é um projecto só viável através da colaboração.
Em termos de aspecto o wiki está ainda no esqueleto, isto é, sem formatação. O "embelezamento" das páginas fica para mais tarde.
Posted by pTd at 11:24 AM | Comments (3) | TrackBack